REGIÃO

Vigilantes das Ruínas aguardam até segunda para decidir sobre greve


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  • 21/03/2019 - 17h10
Na manhã de terça-feira, 19, vigilantes pararam as atividades e visitantes não puderam conhecer o Sítio Arqueológico de São Miguel das Missões (Divulgação)

Os vigilantes que trabalham nos postos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), nas Ruínas de São Miguel, em São Miguel das Missões, paralisaram totalmente suas atividades em protesto contra os atrasos salariais. Eles ainda não receberam os pagamentos do mês de fevereiro.
O diretor regional do Sindicato dos Vigilantes do RS, José Airton Souza Trindade, diz que a empresa Job Segurança e Vigilância Patrimonial tem atrasado salários, incluindo o não pagamento de férias e vale-refeição. Além disso, os depósitos do FGTS não estão sendo feitos.
Na terça, 19, das 9 às 12 horas, os vigilantes permaneceram de braços cruzados no portão de entrada das Ruínas, o que causou, inclusive, o cancelamento de visitas de excursões de turistas que estavam programadas.
Trindade afirma que os trabalhadores não acreditam que a Job poderá solucionar o caso, pois a situação vem se arrastando há muitos meses e a mesma história se repete sempre. “Assim, o que todos querem é a substituição da empresa, logo, pela terceira colocada na licitação que houve ou, então, uma nova licitação”.
A Job foi a segunda colocada no processo licitatório e substituiu a empresa Código, que há cerca de três anos atrasou salários dos trabalhadores e teve o contrato rescindido. “Por isso, entendemos que Ibram e Iphan, que são contratantes, podem dar uma resposta. “Jà existem argumentos de sobra para ser rescindido o contrato da Job”, afirma.
São 28 profissionais em São Miguel das Missões e outros cinco que atuam nos demais sítios arqueológicos da região, sendo dois em São Lourenço, dois em São Nicolau e outro em São João Batista e mais dois folguistas.
Trindade frisa que existe possibilidade de greve. “Isso está em discussão. Foi dado prazo para que seja feita a comunicação de alguma medida para resolver a situação. Vamos aguardar até segunda-feira, 25, para decidir o que vamos fazer”.
O diretor do Sindicato frisa que a direção da Job não responde aos contatos realizados. “Então não tem outra solução que não sejachamar a terceira colocada na licitação ou contrato emergencial”.
O salário do vigilante é de R$ 1,5 mil e mais o vale-refeição. Os salários de janeiro foram pago com atraso e o de fevereiro ainda não foi quitados e os atrasos se repetem desde outubro do ano passado.

 

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