REGIÃO

Lideranças entre-ijuienses estudam criação de cooperativa


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  • 01/02/2018 - 09h40
Vereador Jordão Dirceu de Oliveira tem tratado do assunto com produtores do Município (Banco de dados/AT)

Lideranças entre-ijuienses estão analisando a possibilidade da criação de uma cooperativa agrícola no município.
A proposta foi instigada a partir da retomada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) da área que era utilizada como unidade da Cotrisa.
O vereador Jordão Dirceu de Oliveira (PP) diz que a partir daí começaram a ser discutidas possibilidades de ocupação daquela área, que conta com cerca de dez hectares e está muito próxima da BR 285. “Um patrimônio público daqueles, com aquela estrutura não pode ficar ociosa, se deteriorando, enquanto os produtores sofrerão para estocar as suas safras”, afirma.
O primeiro pensamento, de acordo com o vereador, foi protocolar um requerimento junto a administração municipal para que fosse estudada a viabilidade da busca da cedência daquela área e a forma de ocupação.
Foram analisadas as possibilidades de que empresas locais ocupassam o espaço, porém, dificilmente o governo federal passaria a área para uma empresa privada. Diante disso, a alternativa seria uma cooperativa. Cooperativas regionais foram citadas mas dentro da discussão surgiu a ideia da criação de uma cooperativa no município.
“Essa ideia foi muito bem recebida pelos produtores e já buscamos algumas informações neste sentido”, comenta o vereador.
Jordão afirma que a ideia conta com o apoio, por exemplo, da Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (Ocergs), que poderá dar todo o suporte para a criação da cooperativa. “O importante é que a gente busque essa solução o mais rápido possível. Logicamente que não será possível efetivar essa ação para a safra que está se avizinhando, mas para o próximo ano, quem sabe”, avalia.
Nos próximos dias deve ser realizada uma reunião entre os produtores que demonstraram interesse no projeto para que sejam alinhavadas algumas situações e se possa, de fato, começar as tratativas em torno do tema. “Essa estrutura fará muita falta para estocar a produção do Município, de soja e de milho. Temos produtores investindo e precisam desse suporte. Nas empresas privadas, essa produção é entregue e tem que ser faturada com brevidade, o que nem sempre é interessante para o produtor”, afirma.
Jordão lembra que a essência dos produtores é pelo sistema cooperativista, por isso o interesse e também que o prefeito Brasil Sartori já manifestou que vê a articulação de forma positiva.

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