PRESENÇA ESPÍRITA

Quantos amigos tenho


  • Por
  • 13/03/2018 - 14h53

Como voluntária da Liga Feminina de Combate ao Câncer, escuto muitas histórias das nossas pacientes. Hoje vou relatar uma história que uma amiga, muito querida, que também passou pela quimioterapia em Porto Alegre.
Dizia ela: Conheci uma moça, solteira, e que quando saudável, recebia em todos os finais de semana, mais ou menos uns trinta colegas para fazer festas em seu apartamento. Quando ficou sabendo que estava com câncer, todos sumiram, ficando somente com três amigos: o telefone, a TV e o motorista do táxi, pois ele a ajudava a subir e descer as escadas a cada sessão de quimioterapia.
O carro desta paciente, estava na garagem há mais de três anos, sem andar. Tinha uma irmã, do outro lado da cidade, que raras vezes a visitava.
Então, o questionamento: Vejam, o que acontece com a gente quando ficamos doentes. Cadê os amigos? Estas e muitas outras indagações chegavam à mente desta moça. Doente, abandonada pelos “amigos”...
Certa vez, Chico Xavier foi indagado a respeito dessa doença e se a cura viria através de médiuns ou médicos?
Ele respondeu: “Acreditamos que a cura do câncer para ser válida deve chegar até nós através de médicos humanitários, porquanto uma realização dessas, na expressão positiva com que deve se apresentar, pertence ao domínio da ciência médica, que há tanto tempo se empenha em trazer ao mundo essa conquista. Aqui, cabe pensar: médicos, sejam por médicos entendidos porque estamos certos de que os cientistas desencarnados estão auxiliando aos cientistas da Terra que se consagram ao bem.”
Reflitamos sobre a história narrada. Todos nós nos assustamos quando sabedores desta doença, que é terrível, mas se entrarmos em desespero a tendência é piorar. Tenhamos fé, procuremos pessoas e conversações otimistas, fujamos das pessoas negativas, procuremos ler textos de autoajuda, busquemos a nossa religião e acreditemos em nosso médico terreno.
Se pudermos fazer um pouquinho disso, tenhamos a certeza que seremos curados. Confiança em Deus, acima de tudo. Confiança na medicina terrena que evoluiu muito.
Não vamos chorar pelos amigos que nos deixaram. Não eram nossos amigos, eram somente conhecidos e colegas. Não vale a pena lembrá-los.
Cultivemos, com muito carinho, aqueles que permaneceram conosco, estes si, são nossos amigos! Acreditem na mensagem da nossa querida Teresa de Calcutá, que recomenda:” Enquanto estiveres viva, sente-te viva.
Não vivas de fotografias amarelecidas. Não deixes que enferruje o ferro que existe em ti. Faze com que, em vez de pena, te tenham respeito. Quando já não conseguires caminhar, usa uma bengala. MAS NUNCA TE DETENHAS!

Aos queridos leitores(as) deixo o meu carinho, e o incentivo da coragem, do amor e de ser mulher com paz e dignidade. Muita força! Até terça-feira.

PUBLICIDADE
').insertAfter(ps.get(i - 2)); }