PONTOS NOS II

Nada de festa


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  • 14/04/2018 - 09h52

O país ganhou respeito com a prisão de um ex-presidente, mas não é motivo para fazer festa. Deve-se respeitar o erro cometido pelo condenado.
O ex-presidente se diz injustiçado, mas a Justiça não deixou dúvida em diversos recursos por ele apresentado. Será que os órgãos da Justiça estão contra o ex-presidente?
A verdade é que há no país a apuração de crimes de corrupção que foram cometidos por ocupantes de cargos públicos. Desvios de recursos da saúde, da educação, da segurança etc. Dinheiro que falta para o atendimento básico da população.
Não vejo motivo para espocar foguetes comemorativos à prisão do ex-presidente. Deve ser considerado um fato normal do poder decisório da Justiça. Um preso de colarinho branco, mas que deveria ter conduta no comando do país.
Outras personalidades, que gozam de privilégios de fórum, poderão conhecer prisões. No entanto, o andamento dos processos no STF se arrasta no tempo. É necessária mais agilidade.
O que se lamenta é que a corrupção ainda continue. Nem as investigações e nem o processos põem medo em determinadas criaturas políticas.
Ainda há vagas nos presídios à espera de políticos desonestos.
DIVISÃO
O país está dividido em razão do acirramento de ânimos causado pela política. As pessoas discutem e se agridem até fisicamente, por uma paixão doentia a determinadas figuras da política.
Idolatram homens e, cegamente, não aceitam opiniões ou decisões contrárias, o que não deve acontecer.
Político não é salvador de nada. Trata-se apenas de alguém que ocupa uma posição na sociedade pelo voto popular.
O momento é nervoso, extremamente perigoso. Por qualquer motivo, pode haver um desentendimento com consequências fatais.
Esta divisão não pode prevalecer.


PRISÃO
Uma vez na cadeia o ser humano perde a liberdade e nada há de melhor do que gozar da liberdade. Em compensação, tem tudo aquilo que as pessoas em liberdade não têm.
Tem teto, alimento, hospital, médico, remédios, alimentação e segurança.
No é o que acontece para muitas pessoas que, doentes, não conseguem hospitalizar-se, que sentem fome, que não têm segurança, que não têm um teto digno. Têm liberdade, mas não têm o direito de usufruir dessa liberdade.
Vivem presas em casa. Têm medo de sair à rua.
Liberdade é importante e necessária, mas para todos, todas as horas, em todos os lugares, em todos os sentidos.


TRAGÉDIAS
Vem aí novo fim de semana. Que seja menos trágico. Que sirva para a prática saudável do bem, para a reunião coma família e com os amigos. Para viver feliz.
Que as estradas sejam ocupadas para o deslocamento seguro das pessoas. Que não haja exagero e nem pressa. Que todos respeitem a lei, mas principalmente a vida. Os acontecimentos que experimentamos não devem repetir-se novamente.

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