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Sodré afirma que retornar à Delegacia Regional foi uma opção pessoal


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  • 12/01/2019 - 11h37

O delegado Fernando Sodré passará a responder novamente pela Delegacia Regional na próxima semana. A nomeação foi publicada na quinta-feira, 10. Sodré substituirá Afonso Stangherlin, que transferiu-se para São Luiz Gonzaga.
Fernando Sodré diz que optou por retornar a Santo Ângelo dentre as opções que lhe foram ofertadas pelo novo governo. “Todos sabem que tive nome cotado para assumir a Chefia de Polícia. Entretanto, a opção foi pela delegada Nadine Anflor, excelente profissional. Então surgiram outras opções, na própria Secretaria de Segurança ou mesmo no Departamento de Polícia do Interior onde estava atuando. Mas decide por questões familiares retornar a Santo Ângelo”.
Sodré já iniciará seu trabalho na próxima semana, porém, a solenidade oficial de posse ainda não foi marcada. Ele afirma que o será mantido o trabalho. “Cada comando que assume tem uma forma de trabalhar e isso ainda está se iniciando no Estado. Agora começam as definições delegados regionais que são normais. A partir daí vamos ver qual será a linha de gestão da Polícia Civil que deverá ser implantada. Porém, algumas coisas são perenes, como o combate ao crime organizado”.

NOVA
DELEGACIA
Dentre as medidas que pretende agilizar está a instalação em Santo Ângelo da Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas). Essa instalação já começou a ser tratada com a administração municipal e a ideia é instalar a nova delegacia na sede da Estratégia de Saúde da Família junto ao Centro Social Urbano do Bairro Pippi. A ESF foi transferida para a UPA.
Além da Draco, o objetivo é implantar no local um posto de registro de ocorrências para atender o bairro Pippi e adjacentes. Hoje as ocorrências somente são registradas na DPPA, na Zona Norte. “Agora estamos vendo a questão do prédio, reformas necessárias e verificando o que poderemos conseguir de recursos do Estado para inaugurar o quanto antes. É uma delegacia focada no combate às organizações criminosas, em todos os setores, seja facções ou crimes da modalidade, trabalho de associação criminosa e lavagem de dinheiro”.
Sodré ressalta que em alguns locais do interior o crime organizado já está instalado e em outros está chegando. Santo Ângelo tem indicações que as facções estão chegando . “Mas ainda estão instaladas efetivamente como verificamos em outros polos regionais. Vamos realizar um trabalho repressivo, mas também preventivo”, avalia.
Além disso, a ideia é qualificar a investigação, que atenderá todas as outras delegacias em casos que envolvem o crime organizado. “O projeto é ir criando expertise para a investigação criminal”.

DOAÇÕES
O novo delegado regional frisa que a crise é real, com uma situação financeira muito difícil do Estado, mas que deve-se acreditar na reestruturação e a perspectiva de melhora da economia, refletindo na arrecadação e possibilitando investimentos em setores prioritários como a segurança. Além disso, ressaltou que a Lei de Incentivo à Segurança, implementada no final do ano passado, é um alento. “Essa lei permite que parte dos tributos das empresas possam ser direcionado à área de segurança”.
A doação pode ser de 5% do ICMS devido. Em vez dos valores serem recolhidos diretamente para o Estado podem ser destinados para projetos de segurança pública, seja Polícia Civil, BM ou outros órgãos. Esse dinheiro pode permitir a aquisição de equipamentos.

DIÁLOGO COM
EMPRESARIADO
A ideia de Sodré é manter diálogo com o empresariado local sobre a possibilidade de doação. E cita ainda como exemplo a mudança com a implementação da isenção de pagamento do ICMS para equipamentos doados para a segurança pública. “Antes, além de dar o veículo, o empresário não descontava do imposto devido e ainda tinha que pagar o ICMS. Agora, pode ter a doação e ainda descontar o ICMS do veículo, por exemplo. Essa é uma maneira de fazer retornar para sociedade com mais eficência aquilo que ela contribui”, completa.

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