MARIA CECÍLIA KOTHER

O que realmente somos?


  • Por
  • 29/11/2018 - 15h44

Ser Cidadão
É nascer em um país e nele ser registrado, crescer, estudar, formar-se, trabalhar, aproveitar o que ele lhe oferece e, talvez, formar uma nova família, se encontrar o(a) seu(ua) parceiro(a) ideal. É o máximo de tudo que se pode encontrar de importante e necessário para viver com saúde e felicidade. Contudo, nesse projeto também estão incluídos os compromissos que advêm do receber: é o famoso “dar”.

O que implica ser cidadão?
Nessa narrativa de receber está o outro lado o qual se descreve como deveres. Se recebemos e nos incluímos como sujeitos de direitos da nossa Pátria para conosco, a contrapartida dos deveres existe e é mais do que importante e necessária. Nessa linha de deveres advindos da minha cidadania está o amor à pátria, que prevê o amor correspondente a esse torrão que, com orgulho digo, é meu País.
Nesse sistema vão sendo incorporados outros valores garantidores da minha cidadania e do meu dever orgulhoso de poder proclamá-la. São o trabalho e a responsabilidade que a ela devo. Responsabilidade inicia com o nascer, percorre e adere à vida que se leva e não acaba, pois eu e a minha geração nos incluímos nesse elo patriota.

Dever cumprido – Direitos recebidos – Relação Estabelecida
É tão simples e tão verdadeiro o que a cadeia do amor estabelece no compromisso que une, ata e encobre no silêncio da dignidade de quem ama de verdade. Na relação amor à pátria não é preciso gritar ou proclamar aos quatro ventos, mas apenas viver como o dever e o amor que a ela estabelecem.
Um país não se faz pelas suas riquezas físicas e materiais. Um país se faz pelo amor, pelo comprometimento, pelo respeito e pela responsabilidade de seus cidadãos. A imagem de uma nação se concretiza na imagem gerada pelos seus filhos. São, portanto, os brasileiros que dizem e fazem a imagem do Brasil.
Assim, as características dos brasileiros são geradas pelos próprios brasileiros, pela sua cultura, pelas suas ações e atitudes e, especialmente, pelo amor, respeito e responsabilidade que demonstram pelo seu país. Somos um povo trabalhador, alegre e saudável que tem uma constituição, uma bandeira e um hino nacional como símbolos respeitados de norte a sul, de leste a oeste. Somos um povo bravo e destemido, e quando chamado atendemos. Somos um povo pacífico que acredita e tem fé. Somos um povo que quer paz, respeito e unidade em prol do que é nosso, o Brasil. Somos um povo solidário na dor e na necessidade dos outros, inclusive de outras nações.
Neste ano de 2018, quando nos sentimos afetados pela corrupção – e pelo mal poderoso que ela encobre -, exercemos nosso direito de ser brasileiro e de amar o Brasil. Cada um de nós, livre de impulsos ou de compra de nossa dignidade, sabia o que teria que ser feito, e o fizemos. Era o tempo e a hora certa de votar. A narrativa a ser descrita será nova, pois os fatos que irão compô-la são bem diferentes aos de eleições passadas. Hoje, podemos por a mão no peito e dizer bem alto: somos brasileiros, amamos o nosso País, pois cada um de nós sabe disso e de fato demonstrou.
O respeito, a responsabilidade, o amor, a credibilidade e a confiança de que somos capazes de zelar pelo nosso País transpuseram barreiras ocultas e inimagináveis, e a surpresa dos resultados foi assustadora. Vencemos e abrimos o caminho para dizer e apresentar ao mundo a imagem do Brasil como um povo politizado e democrático que zela e guarda o seu próprio País. Vencemos essa luta, mas não para aí. Outras virão, mas, com certeza, aprendemos e ficaremos atentos.

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