MARIA CECÍLIA KOTHER

Educação é o remédio


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  • 11/10/2018 - 11h12

Nosso País chegou ao limite do cultivar o ultrapassado. Nós, brasileiros, precisamos nos dar conta e evitar que o suicídio coletivo da esperança, da tranquilidade do viver, do amor e do respeito mútuos entre as pessoas aconteça com o Brasil. Não podemos entrar na linha do falso otimismo nem aderir à descrença da fé, da ação e da humildade, recusando-nos a empreender o necessário processo de reflexão e implicação diante do que ocorre no conserto e/ou na mudança dos processos errados. Extremos perigosos e empobrecedores.
O Brasil está carente e atrasado na proposição e implementação de ideias modernas que acompanhem o fluxo do desenvolvimento do mundo. Estamos estagnados em relação à dinâmica do futuro. Faltam-nos princípios relativos à educação não só em relação às crianças e aos jovens, mas, também, aos adultos de modo geral. Educação é ciência, é arte em todo o seu processo, desde que haja conhecimento e competência para implantá-la e desenvolvê-la. Talvez, quando voltarmos a acreditar e a trabalhar com Educação embasada, de fato, em valores éticos, então, o conhecimento se implantará e se multiplicará inclusive entre os que não estão nos bancos escolares.
Chegamos, em relação à Educação, a um nível impensável e inacreditável, se compararmos com os países que a tratam como ela é e deve ser processada. Estamos colhendo o desprezo, o modismo politizado e a fuga do reconhecimento do valor do conhecimento pelo modo que a tratamos. Esquecemos que disciplina, hierarquia, respeito, honestidade, verdade, solidariedade, humanidade, simplicidade, conhecimento, comprometimento e responsabilidade, como palavras fortes no sentido valorativo que representam, são pilares da educação e do convívio alteritário. Entre nós, elas parecem ser palavras e ações que caíram em desuso e no esquecimento. Ao tirá-las da frequência diária do desenvolvimento do processo educacional nas escolas, sobraram o resultado e o significado da lacuna da não observância desses valores.
Aos poucos, gerações foram ficando carentes do ensinamento, do valor e da prática dessas palavras-chaves, resultando no que aí está. A Educação como envolvimento formativo total e informativo se desagregou e preponderou um “quase nada” que foi se multiplicando e a desqualificando. Educação sem bons professores, sem estrutura pessoal adequada a esse fazer, sem conhecimento, sem sensibilidade e interação com os alunos não se ativa como processo formativo real e eficiente.
O professor que quer ser professor, que ama e sabe o que faz, é percebido, respeitado e amado pelos alunos, e a aprendizagem ocorre de verdade nos campos formativo e informativo. Para os males do Brasil de hoje, Educação é o “remédio” básico e essencial. Sem ela, perderemos a nossa essência de humanidade, embasada no desenvolvimento do conhecimento, do saber e da inteligência como geradoras dos processos nos quais precisamos nos lançar na busca e no alcance da recuperação de vários setores sociais, políticos e econômicos em nosso País.

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