GERAL

Variação de 14,6% na carne de frango motiva alta mensal na cesta básica de julho


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  • 09/08/2018 - 08h17
O produto que mais subiu no mês foi o tomate, que obteve média de R$ 3,99 e com isto alta mensal de 47,30% (Banco de dados/AT)

A pesquisa do custo da cesta básica em Santo Ângelo, realizada pelo curso de Ciências Contábeis da URI, registrou uma alta mensal de 3,81% no grupo das carnes e derivados durante o mês de julho, ocasionado principalmente pela elevação de 14,6% no preço da carne de frango.
O produto, que estava custando em média R$ 6,45 em junho, em julho teve sua média acrescida para R$ 7,39, diferença de R$ 0,94. Além da carne de frango, neste mesmo grupo, houve variações positivas dos ovos de granja, com 8,5%, e do presunto magro fatiado, com 0,6%. Segundo a pesquisa, realizada nos principais mercados da cidade pelas professoras Lucélia Ivonete Juliani e Neusa Maria da Costa Gonçalves Salla, juntamente com o aluno bolsista Gabriel da Rosa Lütchemeyer, essas alterações causaram grande impacto no preço do grupo e consequentemente no valor da cesta básica.
A cesta básica obteve total de custos de R$ 768,31 no mês de julho. O que significa uma alta mensal de 2,33% e anual de 5,82% pois, se comparada com julho de 2017, a diferença fica em R$ 42,26. Desta maneira, o grupo do leite e derivados que teve média de preços de R$ 74,83 neste mês e que no mesmo mês do ano passado custou R$ 62,77. Sendo a principal variação anual dentro deste grupo a do próprio leite, que subiu 26,74% no seu valor em um ano, ficando em terceiro, de todos os 51 produtos, que mais subiu nesta comparação anual.
Como principal baixa mensal dos 51 produtos que compõem a cesta básica, ficou a cebola, que apresentou queda de 33,48%. O hortifrutigranjeiro obteve média de preços de R$ 2,23 em julho, e no mês anterior custava em média R$ 3,35, queda considerável de R$ 1,12 no quilo do produto. Logo após a cebola, como principais quedas, têm-se a cenoura (29,14%) e o repolho (14,20%). Em contrapartida, o produto que mais subiu no mês foi o tomate, que obteve média de R$ 3,99 e com isto alta mensal de 47,30% visto que seu custo passado era, em média, R$ 2,71. Esta alta mensal do tomate se deve ao mês de junho tem apresentado o menor valor em um ano, como podemos ver no gráfico a seguir, este que foi logo após a maior alta do tomate na cesta, no mês de maio, em que o produto chegou a custar R$ 6,92 representando alta anual de aproximadamente 94%. Atrás do tomate, como altas mensais, ficaram a maçã (23,41%) e o sabão em barra (18,54%).

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