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Médico alerta para os primeiros sinais do Alzheimer


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  • 29/09/2018 - 17h00
Neurologista José Otávio Dworzecki Soares conta que o número da doença vem crescendo no Brasil e no mundo (Banco de dados/AT)

O dia 21 de setembro foi instituído pela Associação Internacional do Alzheimer como o Dia Mundial da Doença de Alzheimer. A doença do córtex cerebral foi apresentada pela primeira vez durante congresso científico na Alemanha em 1906 pelo psiquiatra Aloysius Alzheimer. Esse assunto foi tema de entrevista com o médico neurologista, José Otávio Dworzecki Soares, nessa semana, no programa Aldeia Global, na Rádio Sepé Tiaraju.
O neurologista contou que a doença vem tendo aumento de casos, anualmente, numa média de 8 a 10%, tanto no Brasil quanto no Mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, há 5,5 milhões de diagnósticos da doença, enquanto no Brasil há quase 3 milhões.

DOENÇA DO ENVELHECIMENTO
“O Alzheimer é uma doença relacionada ao envelhecimento. Ela surge geralmente depois dos 65 anos de idade e o maior número de casos acima dos 80 anos. No entanto há casos da doença em pessoas com idade baixo dos 55 anos. Há décadas há estudos de fisiopatologia e tratamentos. Publicações científicas mais recentes apontam que 30% dos casos da doença são fatores genéticos e outros 70% questões ambientais e de estilo de vida como vida sedentária, tabagismo, consumo de álcool, alimentação inadequada, entre outros”, explicou o neurologista.
José Otávio revelou que se pode prevenir a doença em determinados casos, evitando consumo de carne mal passada, redução do sal, açúcar e farinha branca. “Além de evitar alimentos inadequados, a pessoa pode adquirir o hábito de consumir oleaginosas como azeite de oliva, assim como castanha do Pará e castanha de caju. Os hábitos saudáveis na alimentação podem reduzir os riscos da doença de Alzheimer”.
Outra ação importante de prevenção que apontou o médico foi em relação ao treinamento do cérebro. “É importante que a pessoa tenha o hábito da leitura e busque sempre aprender alguma coisa diferente para manter o cérebro ativo. Isso ajuda a evitar o envelhecimento do cérebro.”

SINAIS DA DOENÇA
O médico salientou que 50% das doenças neurológicas estão relacionadas ao Alzheimer. “Essa doença acontece pela perda de proteína pelos neurônios. É uma doença que não tem cura, mas há tratamento para reduzir o seu avanço. O Alzheimer tem diferentes fases. Na fase leve, muitas vezes, a família não dá muita importância aos primeiros sinais. A pessoa perde a chave, troca os nomes e esquece as coisas. São mudanças que acabam sendo vistas como algo irrelevante. Na fase moderada, a pessoa começa esquecer onde estacionou o carro e passa a ser ludibriada ao sair do banco. Neste momento começa a interferir no humor de quem porta a doença. Já na fase avançada o portador da doença passa a ter agitação psicomotora e agressividade com sua família. Muitas vezes, a família percebe quando a doença está num estágio avançado.”

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