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Magistério: Mesmo com dificuldade, o amor pela profissão supera tudo


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  • 04/11/2018 - 09h13
As professoras do curso de magistério do Instituto de Educação Odão Felippe Pippi (Paula Kroth/AT)

O Instituto de Educação Odão Felipe Pippi é a única escola de Santo Ângelo que possui o curso de magistério, o curso normal, conforme informação da 14ª Coordenadoria Regional de Educação. Na semana da normalista, a reportagem de A Tribuna conversou com a coordenadora pedagógica Iara de Menezes Bandeira do Odão e com algumas estudantes do magistério para saber o que as motiva a entrar na profissão.
Em relação a procura pelo curso do magistério a coordenadora garante que “por incrível que pareça esse ano tivemos que abrir duas turmas de primeiro ano pelo número ser elevado. A gente tem por praxe no final do ano, ir nas escolas que tem até o 9º ano e oferecer o curso para os alunos. E temos um bom resultado”, fala.
Conforme Iara, o número de pessoas que cursam o magistério é considerável, incluindo o curso noturno que é para o aluno que já se formou no ensino médio e faz apenas as disciplinas didáticas, além do estágio de 400 horas como os alunos do turno da manhã.
“É um curso profissionalizante. O aluno formado pode lecionar para o ensino fundamental séries iniciais até o 5º ano e educação infantil. Eu sou meio suspeita para falar, porque eu amo magistério. Já fiz o curso, não entrei no ensino médio fazendo magistério. Na minha época fui fazer técnico auxiliar de contabilidade que era do Odão no Santo Ângelo. Entrei lá fiz as disciplinas e no terceiro ano resolvi ir para o magistério. E me achei na profissão”, comenta Iara.
Para a coordenadora, a profissão é muito gratificante, é para quem gosta de interagir com pessoas, gosta de conhecer as mentes humanas. “É um desafio dia-a-dia conhecer mentes humanas e saber que tu está sendo um diferencial na vida de uma criança. Que tu está possibilitando a ela que se torne uma pessoa diferente do que o mundo as vezes oportuniza para ela”, fala e complementa: “a gente encontra pessoas adultas que passaram pela nossa mão e sempre tem muito carinho, isso é muito gratificante”.

DESVALORIZAÇÃO
Ao ser questionada sobre a desvalorização do professor, Iara respondeu: “Não é igual ao Japão que até o imperador se curva para o professor, mas é o Brasil, é o País que a gente tem, que a gente nasceu e precisamos fazer de tudo para dar certo”.
Para ela, mesmo o professor sendo desvalorizado financeiramente, muitas vezes sem material, sem recursos em sala de aula, o professor trabalha pela fé e pelo amor. “Pela fé na humanidade, porque todo professor é sonhador, sonha em uma humanidade melhor e isso pode ser real e é nessa crença que a gente se agarra. Pode melhorar, então vamos fazer a nossa parte e fazer bem feito. E ai fazendo bem feito a gente sabe que vai melhorar em alguma parte”, afirma.
A professora e coordenadora de estágios, Alice Maria Rebelo, destaca o respeito pela profissão e pelos alunos .“Nós temos uma parceria muito forte professor aluno que faz com que todos tenham orgulho de estar aqui”.

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