GERAL

Falta de regulamentação impede funcionamento de food trucks em Santo Ângelo


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  • 08/11/2018 - 11h22
Elisângela e Alex esperam pela regulamentação para recuperar o investimento (Cristiano Devicari/AT)

Pequenos empreendedores locais que investiram em food trucks há mais de um ano esperam que o Executivo municipal encaminhe projeto que regulamente esse tipo de serviço em Santo Ângelo. Há casos de comerciantes que investiram na compra de veículos e equipamentos e até agora não conseguiram colocar em funcionamento seu empreendimento.
Essa dificuldade, somada às permissões que a Prefeitura deu para o funcionamento de eventos com food trucks de outras cidades em Santo Ângelo, acabou “esquentando” a polêmica sobre o assunto. Os vendedores locais citam os eventos ocorridos no Parque de Exposições Siegfried Ritter, tempos atrás, e na Praça Pinheiro Machado, na semana passada. Eles reclamam das dificuldades e o tratamento diferenciado do Poder Público com comerciantes de outros municípios que vem a Santo Ângelo.

CASOS
Um exemplo desta situação é do casal Alex Adam e Elisângela Minuzzi. Os dois comercializam lanches há mais de seis anos num veículo towner, na Marechal Floriano próximo ao Banrisul. Pensando em ampliar seu negócio eles adquiriram um veículo Lifan Foison (baú) com bancada para atendimento dos clientes, refrigerador, freezer, fogão, pia, armários, caixa de esgoto e bancada para atendimento dos clientes.
Alex conta que foram investidos mais de R$ 70 mil na compra deste veículo. “Optamos em ampliar o negócio com food trucks. Além da nossa proteção da chuva, também permite um acondicionamento melhor dos alimentos em refrigeradores, garantindo mais qualidade do serviço. Apesar de todo nosso esforço não conseguimos colocar em funcionamento nosso food truck porque a RGE não libera um ponto fixo de energia na área central onde trabalhamos hoje com um veículo towner. Não há legislação que permita isso.”
Elisângela, por sua vez, lamenta que o poder público não tenha criado até agora uma lei para regulamentar o serviço e deste modo viabilizar que os comerciantes possam colocar no alvará a liberação de um ponto fixo no local de funcionamento do empreendimento. “Sem essa lei que regulamente o serviço não temos como colocar um contador de luz no local de funcionamento do food truck. Hoje os pontos fixos emitidos no alvará só podem ser feitos no endereço residencial.”

TRAILER
Quem também enfrenta esse mesmo problema é Patrícia Quaresma Dalla Rosa que tenta em vão conseguir um ponto fixo para captação de energia elétrica na área central para poder trabalhar. A empreendedora investiu R$ 50 mil num trailer de lanches. “No ponto onde trabalho cheguei a fazer uma adaptação para colocar o trailer, mas pela falta de um lei que regulamente isso não tem como.”
Indignada, Patrícia fala do seu sentimento de impotência numa cidade que dificulta as pessoas de colocar seu negócio e poder trabalhar. “Não estou pedindo nada para ninguém, apenas quero trabalhar. Esse era meu sonho. Fiz plano para ampliar meu empreendimento e até agora nada. Não sei mais o que dizer depois de tudo.”

 

 

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