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Colheita deve ser finalizada neste fim de semana


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  • 13/04/2019 - 15h39
Clima e investimentos de produtores em tecnologia estão garantindo os excelentes resultados (Banco de dados/AT)

A colheita de soja está em sua fase final no município de Santo Ângelo. Até esta sexta-feira, 12, cerca de 97% da área de 35 mil hectares já havia sido colhida. E os resultados são considerados excelentes.
O engenheiro agrônomo Àlvaro Uggeri Rodrigues, chefe do escritório local da Emater, acredita que a média projetada inicialmente de 60 sacas por hectare, o maior resultado da história da cultura no município, deva ser mantida e até ampliada. “É o que nos mostram os números da colheita. Um resultado excelente apoiado em condições climáticas ideais e fruto dos investimentos dos produtores”, avalia.
Àlvaro afirma que após o fim de semana deverão ficar para serem colhidas apenas algumas áreas plantadas mais tardiamente, o que se chama de soja safrinha.

CHUVAS E REPLANTIO
Mesmo que o clima, de maneira geral, tenha sido bastante benéfico, Àlvaro cita alguns problemas no início do cultivo. As chuvas frequentes exigiram o replantio em algumas áreas devido a presença de fungos no solo. “ Alguns produtores tiveram que replantar, num percentual até significativo de área. E o replantio, geralmente, não tem a mesma expectativa de produtividade, mas essas áreas recuperaram-se muito bem e mesmo com o percalço atingiram um resultado expressivo”, observa.
O agrônomo ainda cita que as médias variam. Em alguns casos chegam a 75 ou 80 sacos por hectare. Em outras, onde o solo possui pedregulho acaba caindo. E além do tipo de solo, existem diferenças devido ao manejo e a cultivar utilizada pelo produtor. “Mesmo as áreas de pedregulho o resultado tem sido bom, mas logicamente que cai um pouco a média”.
Álvaro observa ainda que desde a safra 2011/2012 não se verifica frustração de safra. Em cada década, eram sete frustrações. E isso mudou. “Temos sete safras boas. Algumas excelentes como a anterior e essa”.
Ele recorda que teve safra com média de sete sacas por hectare, como ocorreu em 2011/2012. “Uma seca horrível. Não pagou nada. Prejuízo enorme para todos, agricultores, municípios, estado. Agora estamos num círculo virtuoso e condições climáticas”.
Além do clima, Àlvaro destaca o investimento em manejo, controle e tecnologia pelos produtores. “E esse investimento maior em fertilizantes tem relação direta com obtenção de maior produtividade. Produtor se capitaliza a tem condições de investir mais e os resultados estão aí”, define.

Rentabilidade reduzida

Embora a colheita de soja tenha resultados excelentes em termos de produtividade, existe uma preocupação com a rentabilidade.
Isso porque, nessa mesma época no ano passado, o preço da saca de 60 quilos de soja estava entre R$ 73,00 e R$ 74,00. A cotação desta sexta-feira, 12, apresentava um preço médio de R$ 66,00, o que dá uma diferença entre R$ 7,00 e R$ 8,00 por saco.
“Em mil sacas o faturamento bruto seria de R$ 7 mil a R$ 8 mil a menos. E tem que levar em consideração que o custo de produção aumentou. Isso mostra uma redução de rentabilidade”, acentua Àlvaro.
De acordo com o chefe do escritório local da Emater, o valor bruto gerado com a soja no município passa dos R$ 130 milhões e isso repercute no próprio setor.
“Todos tem contas a pagar e o dinheiro da soja gira nas empresas que comercializam insumos, nas instituições bancárias e na compra de equipamentos e máquinas e no comércio como um todo. Produtor vai se preparar para a cultura de inverno, que demanda também investimento”.

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