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Cartório realiza auditoria em urnas para reafirmar segurança no sistema


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  • 20/10/2018 - 17h08
Servidoras apresentaram a eleitora os detalhes do funcionamento da urna eletrônica e o sistema de transmissão de dados (PAula Kroth/AT)

Nesta sexta, 19, pela manhã foi realizada uma auditoria em duas urnas no Cartório Eleitoral. O trabalho teve o acompanhamento de representantes de partidos, OAB, imprensa, eleitores, mesários e autoridades. As urnas auditadas foram a 310 da Escola Carlos Kruel em Entre-Ijuís e a 286 que fica no Iesa em Santo Ângelo.
Conforme a chefe do Cartório Eleitoral, da 45ª Zona, Marivani Gonçalves Medeiros, as urnas possuem uma série de mecanismos de controle que garantem a segurança do processo. Nas duas urnas auditadas, não foi encontrado nenhum problema.
O juiz eleitoral Luis Carlos Rosa, ressaltou que devido a algumas reclamações e impugnações que houveram durante o pleito no Brasil inteiro e no Estado, o TRE recomendou que todas as urnas que teve algum tipo de impugnação, fosse realizada auditoria. Segundo o juiz o objetivo era mostrar os movimentos que foram feitos na urna. “E desmitificando algumas coisas ali que daqui a pouco as pessoas estavam desconfiando do procedimento”, diz.
Conforme Luis Carlos Rosa entre os problemas que ocorreram no dia basicamente foram de não aparecer a foto do candidato “que é uma coisa recorrente e que a gente justifica isso com uma possibilidade de o eleitor ter confirmado o voto antes de aparecer a foto”, afirma e completa: “alguma questão que os eleitores disseram que não conseguiram votar no candidato. Então a gente mostrou que todos os candidatos que estavam habilitados para receber votos estão na urna e o procedimento que foi feito”.
Conforme Rosa, algumas pessoas procuraram o Cartório Eleitoral no dia da eleição reclamando que queriam votar num candidato, mas que ao digitar o número não aparecia na urna. Porém, o candidato citado era de outro estado, e por isso o eleitor não conseguiu votar naquele candidato. “As urnas estão carregadas com os candidatos que concorreram a câmera federal pelo Estado do Rio Grande do Sul, senadores pelo estado do Rio Grande do Sul e ai se digita um número errado não vai aparecer mesmo”, fala.

BIOMETRIA
O juiz também confirmou que devido a biometria em alguns casos a votação demorou mais. “É máquina e as vezes as condições da digital da pessoa não são captadas pela máquina e ai a gente faz quatro tentativas para captar a digital e claro se não conseguir captar a digital, desde que a pessoa tenha feito o processo biométrico, nós temos uma forma de fazer o voto que é o presidente da mesa habilitando a pessoa a votar”, relata.
De acordo com Rosa, ninguém deixou de votar devido a biometria não ter funcionado, “mas em alguns casos a biometria realmente não funcionou numa primeira, tentativa, as vezes não funcionou numa segunda, terceira e quarta e ai demorou”.
Também houve situações em que mesmo o eleitor não tendo feito biometria, votou com o voto biométrico. O juiz afirma que isso aconteceu devido ao TRE ter feito um convênio com o Instituto Geral de Perícias (IGP), onde se faz carteira de identidade. Com isso quem tem a digital registrada no IGP, os dados migraram para o TRE “muitas pessoas que não fizeram a biometria, estão com a biometria registrada”.

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