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Acadêmicas de Pedagogia da CNEC Santo Ângelo realizam pesquisa bibliográfica sobre educação de surdos no Brasil e no exterior


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  • 11/04/2018 - 08h19
Instituição Tragende, em Verden Norte, na comunidade Schofwinkel, na Alemanha (Cnec Santo Ângelo/Divulgação)

As acadêmicas do 5º semestre do curso de Pedagogia da CNEC Santo Ângelo realizaram importante Seminário de Estudos sobre Educação de Surdos, onde incluiu pesquisa bibliográfica com três países: Alemanha, Suécia e Venezuela. O trabalho de pesquisa esteve sob a coordenação da professora Roseléia Schneider.

Para as acadêmicas que realizaram a pesquisa “a contratação dos intérpretes em escolas regulares é importante e no Ensino Médio, por exemplo. Mas em Ensino Infantil e Fundamental, é preciso introduzir Libras, investir na pedagogia visual, nos materiais didáticos próprios para eles”.

Uma das cidades pesquisadas foi Verden Norte, na comunidade Schofwinkel, na Alemanha, onde foi realizada uma entrevista com as professoras e diretoras da Instituição Tragende, além de 36 professores e 46 alunos surdos. A mentora Frau Keller e o Pedagogo Klaus Kind explicaram todo o trabalho que lá é realizado. A pesquisa foi realizada com esses profissionais através de uma brasileira que reside na cidade de Verden Norte, onde as acadêmicas conseguiram entrevista por e-mail e fotos das escolas de surdos.

De acordo com a professora Roseléia Schneider, “existem propostas voltadas para educação de pessoas surdas, o bilinguismo é uma delas. Apesar de não haver um levantamento exaustivo sobre o desempenho escolar de pessoas surdas brasileiras, os profissionais e a sociedade reconhecem as defasagens escolares que impedem o adulto surdo de ter acesso à educação. É preciso que as pessoas se mobilizem para aprender a dominar Libras. Se fosse uma preocupação de todos desde a infância, a inclusão no mercado de trabalho deixaria de ser um obstáculo,” explica.

A disciplina de Libras só existe nas Licenciaturas nos cursos de Pedagogia e de Fonoaudiologia, segundo o decreto nº 5626, de 2005. “Mesmo nesses casos, é necessário uma maior formação. Deveria existir uma formação desde a escola de Educação Básica e em todas as graduações”, acrescenta a professora Roseléia Schneider.

ESCOLAS INCLUSIVAS X ESCOLAS BILÍNGUES PARA SURDOS

Existem especialistas que defendem a importância das escolas bilíngues (Libras/Português) exclusivas para surdos – em vez de apostarem na inclusão em escolas de Ensino Fundamental.

“A política de inclusão vale para cegos, cadeirantes ou pessoas com deficiência intelectual, que compartilham a mesma língua: o português. Eles necessitam de adaptações de conteúdo ou arquitetônicas no prédio, por exemplo. No caso dos surdos, o que deve ser oferecido é a educação na língua em que eles falam: Libras. O que é necessário para um surdo obter sucesso escolar é um lugar onde as pessoas consigam de fato se comunicar com ele e, a partir da discussão, trocar informação, construir conhecimento. O português está para o surdo assim como inglês está para nós. É a segunda língua”, completa a professora Roseléia.

 

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