EXPRESSÃO

O bem-amado pai


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  • 09/08/2018 - 16h50

A influência que a televisão tem sobre as pessoas é inegável. Uma novela, um programa de auditório, um noticiário. Em outras palavras, qualquer forma de apresentação televisiva exerce um certo fascínio em quem assiste. Como não poderia deixar de ser, o pai também é atraído por esse meio de comunicação. E como isso acontece? Bom, os protagonistas podem ser diferentes, mas a história que cada pai tem é um tanto semelhante.
Inicialmente, a vida do homem é, digamos, um “Paraíso”. Passa “Sassaricando” e só quer saber de “Transas e Caretas”. Então, depois de encontrar a sua “Alma Gêmea” e de ficar “Corpo a Corpo” até “ Altas Horas”, eis que surge, como resultado desse “Louco Amor”, um “Bebê a Bordo”.
Aí o assunto é outro, a responsabilidade aumenta e as dúvidas são muitas. Quando descobre que vai ser uma menina fica indeciso. Qual nome escolher? “Gabriela”, “Nina”, “Marina”, “Hebe”, “Tieta”, “Helena”, “Carmem”? São muitas as opções para eleger o nome de quem vai ser “A Sucessora”, a nova “Senhora do Destino”.
A relação entre pai e filha (ou filho) é tão grande que, num momento de doença, quando ela atinge quase a “Temperatura Máxima”, é um “Deus nos Acuda”. Não sabe o que fazer nesse instante, pois ele fica “No Limite”, com uma “Hipertensão” diante do estado febril da sua criança. É óbvio que, após a consulta médica e a melhora da primogênita, resta apenas dizer “Obrigado Doutor”.
Pai faz “Malhação”, isto é, levantamento de criança, corrida com barreiras (brinquedos) além de jogar futebol, é claro. Já o ciclismo é feito quando o pai, nas primeiras pedaladas de seu pimpolho, ele sai correndo atrás tentando equilibrar o filho e a bicicleta. Sem falar que é praticante de hipismo, na realidade ele, o pai, é o cavalo e o filho, o cavaleiro.
Aí chega a fase da adolescência e a filha, às vezes, passa a ser uma “Rebelde”. Então, tem momentos em que ela fala “Cobras & Lagartos”, faz “Caras e Bocas” e acha “O Fim do Mundo” ter que ajudar nos afazeres da casa. Há outras ocasiões em que ela parece estar “Andando nas Nuvens” ou vendo “Estrelas” pelo simples fato de ter ido, até a “Avenida Brasil”, com as amigas “Cheias de Charme”. No fundo, o(a) “aborrescente” sabe que, mesmo que às vezes coloque o “Pé na Jaca”, ele (ela) tem plena consciência de que pode contar com “Os Laços de Família”.
Realmente, a influência que a tela eletrônica promove nas pessoas, por meio de seus programas, é incontestável. A figura paterna, é lógico, não foge dessa constatação. Cabe ao pai ensinar aos seus filhos que a televisão é um meio para difundir a cultura, a informação, o conhecimento. Todavia, esse mesmo veículo de comunicação mostra uma realidade maquiada, diferente da que conhecemos. Entretanto, é fundamental orientar os filhos que, tanto na TV quanto no “Jogo da Vida”, as pessoas podem encontrar não só “Cambalacho”, “Armação Ilimitada”, “Toma Lá Dá Cá”, cenas de “Bang Bang” como também podem ter “Amigos”, o “Esplendor” do “Sabor da Paixão” ou “O Primeiro Amor”. Por fim, o pai faz um pouco de tudo e de tudo um pouco para ensinar e orientar o seu (sua) filho(a) a viver da melhor forma possível quer seja na “Selva de Pedra”, no “Caminho das Índias”, “Kubanacan” ou em “O Outro Lado do Paraíso” só para ver o “Segundo Sol”. Logo, ele não quer ser um “Pai Herói”, “O Astro”, nem “O Rei do Gado” tampouco “O Dono do Mundo”.
No íntimo, a figura paterna quer ser, simplesmente, “O Bem-Amado” pai.

 

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