CRÔNICAS DA VIDA

Homenagem às mães nas redes sociais


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  • 15/05/2018 - 09h41

No domingo muitas famílias puderam comemorar o Dia das Mães, uma data ligada a movimentos políticos e sociais dos Estados Unidos, em 1865, em que as mulheres lutavam pela sua afirmação na sociedade. No Brasil, a data somente foi oficializada em 1932 através da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino.

Sempre comemorada no segundo domingo de maio, o Dia das Mães faz uma justa homenagem àquelas que dedicam ao filho o amor incondicional, imensurável no afeto e carinho. Mães que agem como mãos a nos guiar de uma forma mais segura nesta dura caminhada chamada vida. Penso como tudo seria mais difícil sem a presença da mãe em nosso dia a dia.

Quando fiquei distante da minha mãe entendi a verdadeira dimensão deste sentimento. E ao longo da vida ouvi histórias de filhos que apenas aprenderam o valor de uma mãe depois que a perderam. Relatos de pessoas que esqueceram a retribuição do amor em vida, restando apenas a esses pobres infelizes o sentimento de impotência e arrependimento em não ter feito tudo diferente.

Refletindo sobre essa importante data, posso dizer que a vida me fez um privilegiado. Tive várias mães: a biológica, a tia avó e minha avó. Mulheres com quem aprendi valores, condutas, verdadeiras lições de vida. Tudo porque na vida não se aprende apenas com palavras, mas com ações, exemplos.

Das mães que tive o tempo levou duas, restando-me uma. Acredito que isso fez com que eu aprendesse a valorizar ainda mais minha mãe, aproveitando cada momento, diante do implacável tempo, corrosivo, que a cada dia leva um pouco de nós.

Neste final de semana, nas redes sociais, observei belas homenagens, frases de efeitos, extensas dedicatórias e postagens de filhos ao lado de suas mães. Muitas imagens, aliás, chamativas com os filhos em destaque e as humildes mães, mais discretas, postadas num segundo plano, de modo a não roubar a cena de quem postou a foto. Em tempos de selfie e narcisismo digital, procurei refúgio nos braços de minha mãe, longe dos olhos de todos, de uma forma discreta, porque penso que o amor não precisa ser representado, apenas sentido, num abraço de carinho.

 

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