CIDADE ALERTA

O destino de Pedrão, a dengue e a falta de coerência


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  • 13/04/2019 - 11h11
Marcos Luft/Câmara de Vereadores

SÓ PARA LEMBRAR

Já são sete casos confirmados de dengue em Santo Ângelo. A maioria no centro norte da cidade. A situação já é bastante séria. Para virar um surto ou epidemia é muito rápido.
Por isso, as pessoas tem que estar conscientes de que somente haverá controle se cada um fizer a sua parte. Apenas esperar pela ação do poder público não irá bastar.

 

Qual o destino do vereador Pedrão?

O vereador Pedrão deve mesmo deixar o PSD como já era especulado. Por conta da mudança na lei eleitoral que veda as coligações proporcionais em 2020, ele deve buscar outro sigla para tentar o quinto mandato na Câmara de Vereadores.
Em entrevista ao Aldeia Global da Rádio Sepé, Pedrão confirmou que sairá do PSD e que, inclusive, já informou à direção estadual da sigla que procure outro presidente para Santo Ângelo.
O destino Pedrão não quis informar. Disse ter alguns convites e já ter, inclusive, conversado com dirigentes partidários. Mas frisou que seu destino deve ser um partido tradicional e de força na Capital das Missões. Nesse leque incluem-se PDT, onde Pedrão começou sua carreira política, MDB e PP.
O PTB que recentemente atraiu o vereador Valter Mildner, em princípio, está descartado por Pedrão.
A definição sairá entre o final deste e o início do próximo mês.

 

Outras mudanças

E as mudanças de partidos na Câmara Municipal não devem ficar apenas com Pedrão e Mildner.
Outros membros de siglas consideradas pequenas também devem trocar de casa na “janela” que se abrirá no final do mês.

 

Em nome da governabilidade

Curiosa, no mínimo, a posição do deputado federal Alceu Moreira, recentemente reeleito para a presidência do MDB gaúcho.
Ao ser ouvido nesta semana no Aldeia Global da Rádio Sepé, Moreira defendeu que o MDB deve realizar uma autocrítica em relação aos governos de Eduardo Leite e Jair Bolsonaro, onde ocupa cargos.
Entretanto, mesmo analisando que existem coisas que não agradam o pensamento emedebista, um partido de centro, como ele mesmo definiu, defende a continuidade do partido nos governos. Mas não pelos cargos que ocupa, mas sim pela “governabilidade”.
Ahan! Sei...

 

Almoço no Santuário

Neste domingo, o Santuário de Schoenstatt vai promover um almoço com cardápio italiano.
Os cartões estão sendo vendidos a R$ 25,00 para adultos e R$ 15,00 para crianças de sete a 12 anos.
A programação será aberta às 11 horas com celebração de uma missa e às 12h15min o almoço será servido na Tenda dos Peregrinos.
No cardápio galeto assado, massa com molho vermelho, arroz, mix de saladas e queijo ralado.
E o Coral da Etnia Italiana ainda fará uma apresentação especial. O arrecado será utilizado na manutenção do Santuário.

 

Agora vai...

O governo Bolsonaro definiu que vai mudar a forma de tratamento. Saem os tradicionais “vossa excelência”, “doutor”, “ilustríssimo”, “digníssimo” e “respeitável” e entram o “senhor” e “senhora”.
Segundo a informação, a ideia partiu do ministro da Economia Paulo Guedes, que desde que assumiu a pasta aboliu os termos em todas as reuniões e eventos que participa, o que agradou ao presidente Jair Bolsonaro.
O decreto que vai normatizar a situação prevê exceções fora do Executivo: comunicações com autoridades estrangeiras e órgãos internacionais e outros poderes da União.
Ou seja, agora sim, o governo começou a propor “mudanças relevantes”.

 

Coerência está em falta

Incrível como a posição que passam a ocupar mudam o pensamento e amassam a coerência de alguns.
O presidente da República Jair Bolsonaro, por exemplo, antes de se eleger definir o programa Bolsa Família como moeda de troca a fim de comprar votos no Nordeste.
E antes das eleições de 2010, chegou a afirma que: “Disputar eleições num cenário desses é desanimador, é compra de votos mesmo”, fazendo mais uma referência ao programa social.
O próprio ministro Osmar Terra quando deputado fazia questão de atacar a “politicagem” do Bolsa Família. No que não estava de todo errado, é verdade. Nem ele e nem Bolsonaro. Porém, a questão é a coerência. Agora, os dois anunciam 13º do Bolsa Família e definem a estratégia como “estado fraterno”.
E quando um adversário afirmou na campanha eleitoral do ano passado que queria reduzir o preço do gás de cozinha e foi massacrado. Lembram. Pois bem, agora o superministro Paulo Guedes anuncia que quer reduzir pela metade o preço do mesmo produto. Agora não é absurdo ou populismo barato?

E o governador Eduardo Leite (PSDB) que na campanha afirmava que o maior problema não era a escassez de recursos financeiros do Estado mas sim a forma de administrar o caixa.
Agora, afirma que não sabia que o rombo no setor de saúde era tão grande.
Enfim, coerência não é virtude que esteja ativa na política. Porém, os defensores radicais de grupos políticos sempre pensam que os incoerentes são os críticos, num misto de ignorância e má vontade.

 

PARA REFLETIR

“Estou firmemente convencido que só se perde a liberdade por culpa da própria fraqueza”.
Mahatma Gandhi

 

 

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