22 anos de URI: A história e o futuro da universidade em 5 Resposas

 

 

 

 

A URI está completando 22 anos nesta segunda-feira, 19. Mas a história no ensino superior começa antes como Ames e Fundames e com isso são 45 anos de ensino em Santo Ângelo. Para este domingo, tem uma programação bem diversificada para comemorar a data.

 

 

O diretor, professor Gilberto Pacheco, deu entrevista para o 5 Respostas em razão do aniversário da instituição. O diretor destacou a trajetória da instituição e o futuro que vislumbra para a URI, entre outros assuntos.

 

Confira a entrevista:

 

1-São 22 anos de trajetória de uma instituição comunitária. Como pode ser resumido esse tempo?

Os 22 anos de trajetória da Universidade não aconteceriam sem os 23 anos anteriores de caminhada no Ensino Superior – Ames/Fundames -  sem os quais não chegaríamos ao status de Universidade. Esse tempo pode ser resumido no sucesso dos diversos projetos de ensino/pesquisa/extensão, resultado de intenso trabalho de toda a comunidade acadêmica, reconhecidamente qualificada e com profunda inserção social na Região das Missões. A URI hoje é um projeto consolidado. Desde a criação do primeiro curso de ensino superior na instituição até as atuais implantações dos Cursos de Pós-Graduação Stricto Sensu, como os Mestrados em Direito, Ensino Científico e Tecnológico e de Gestão Estratégica das Organizações. Apesar dos momentos de dificuldades, a URI vem percorrendo uma trajetória interessante, o que se dá a partir de seu próprio processo original de criação e implantação multicampi e diversificado, com gestão descentralizada.

 

 

2- Como a Universidade enfrenta o compromisso da geração e disseminação do conhecimento?

Com a responsabilidade que não nos permite abrir mão de valores permanentes como ética, respeito, transparência, e com a consciência de que devemos compreender e investir na inovação. Inovação em tecnologias e ideias, parcerias e projetos. A geração do conhecimento nos leva a manter um quadro de professores cada vez mais qualificado. Hoje temos 80% de mestres e doutores na URI. Assim como incentivamos a inserção dos acadêmicos em experiências através do intercâmbio internacional, do estágio e da extensão. Já o compromisso com a disseminação, assumimos por meio de ações diretas, como a extensão, os congressos, as jornadas e a publicação de artigos, e indiretas, como o uso das mídias.

 

 

3- A extensão hoje ocupa um lugar tão importante quanto a graduação na universidade brasileira?

A extensão é uma atividade de prestação de serviços e qualificação da sociedade através de projetos sociais que compreendem fundamentalmente a mais plena inserção social. No entanto, o ensino e a pesquisa, no contexto atual, são mais importantes. A pesquisa da qual resulta a inovação tecnológica no mundo contemporâneo apresenta-se como de indiscutível prioridade na área de atuação universitária, pois é da pesquisa que surgem todos os incontáveis avanços como os computadores, os celulares, as fibras óticas e as demais benesses tecnológicas, que fazem parte do nosso cotidiano.

 

 

4- O produtivismo e a cultura dos rankings são marcas da universidade contemporânea. Como o senhor vê esses fenômenos?

No produtivismo  tudo é reduzido às leis do mercado, focando o valor maior no lucro. Sob essa ótica, a educação buscaria apenas a performance  no mercado de trabalho ou os resultados frios e matemáticos das avaliações internas e externas, como por exemplo, desempenho no Exame da OAB, resultados do Enade e outros. Sem dúvida, este valor é fundamental para o universitário que busca sua independência econômica e realização pessoal. E para a URI, igualmente é importante conquistar e manter performances positivas que só contribuem para a qualificação de seus acadêmicos. Enquanto universidade no entanto, além de oferecer competências técnicas aos futuros profissionais, nos preocupamos também em construir suas capacidades sociais e humanas, despertando e cultivando valores que construam sua cidadania, ou seja, um indivíduo comprometido com aspectos como justiça social, meio ambiente, inclusão. Esses valores não podem ser mensurados via matemática ou gráficos, mas, para nós, fazem parte da essência da nossa política: formar um cidadão competente profissionalmente e, como indivíduo, engajado na construção de um mundo mais justo e mais humano.

 

 

 

 

5- Que futuro o senhor vislumbra para a Instituição? O grande desafio da universidade é o compromisso de oportunizar acesso ao ensino superior, considerando que apenas cerca de 15 % de jovens entre 18 e 24 anos estão na universidade. Houve um avanço significativo nos últimos anos com os programas de Fies e Prouni, o qual resultou em considerável inclusão social, deixando de lado a visão conservadora de que a Universidade era feita somente para os ricos. À URI cabe ampliar programas e parcerias para que a população da comunidade onde atua se qualifique cada vez mais. Essa qualificação será a base do desenvolvimento que todos almejamos. Assim sendo, o futuro que vislumbramos é o de uma Instituição consciente de sua potencialidade e comprometida com a região onde está inserida.

 

 

 Foto: Banco de dados/AT

 

 

 

 

 

 

 

 

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