Clássicos da literatura infantil ultrapassam gerações

 

Do tempo em que o computador era usado somente nas aulas de informática, em que entrar em uma biblioteca, sentir o cheiro do papel já amarelado dos livros era como mergulhar em um mundo de possibilidades, sonhos e fantasias. Entre uma virada de página e outra, descobria-se que nos livros, tudo era possível, e as figuras, que não passavam despercebidas, davam forma às histórias.

 

Calú, Magrí, Crânio, Chumbinho e Miguel são Os Karas e precisam impedir que Doutor Q.I. aplique sua droga em jovens de colégios paulistanos. Edmundo, Bolachão, Berenice e Pituca, a Turma do Gordo, precisam descobrir quem anda falsificando figurinhas. Há também aquele menino meio maluco, que vive com uma panela na cabeça e só quer saber de criar confusão.

 

 

Na ordem, os personagens acima protagonizam "A Droga da Obediência" (Pedro Bandeira), "O Gênio do Crime" (João Carlos Marinho) e "O Menino Maluquinho" (Ziraldo). Ao lado de títulos como "O Rapto do Garoto de Ouro" (Marcos Rey), "Marcelo, Marmelo, Martelo" (Ruth Rocha) e "O Meu Pé de Laranja-lima" (José Mauro de Vasconcelos), todos eles são clássicos da literatura infanto-juvenil brasileira.

 

 

Mas será que eles ainda fazem o mesmo sucesso que faziam á alguns anos com a garotada? Com a explosão tecnológica muita coisa mudou. O uso de tablet, celular e computador pessoal é cada vez mais comum entre as crianças, mas isso não interfere na procura pelos títulos infantis.

 

 

É o que afirma a livreira Maria Luiza Souto, a Malu, dona da Cia Ilimitada, livraria destinada ao público infantil e juvenil. "Apesar do barulho causado por algumas novidades, os clássicos continuam  sendo bastante vendidos”. Segundo ela, é comum os pais procurarem os livros que leram na infância para que seus filhos também possam ler.

 

 

Quem também continua viva é a célebre coleção Vaga-lume, da Editora Ática, que atualmente já soma 68 títulos. Por ela foram lançados grandes nomes da literatura nacional.  Apesar da procura por livros infantis não ter diminuído, é preciso reinventar, trazer as obras para o contexto atual.

 

Segundo o site UOL, o escritor Pedro Bandeira afirma, que devido ás transformações que vêm acontecendo no mundo, é imprescindível que a literatura acompanhe esse processo, e se reinvente constantemente “Há anos continuo tentando revivê-los (os livros), renascê-los, mas essa é uma tarefa difícil porque, quando eles 'nasceram', em 1984, tudo era diferente: não havia celular, Facebook, Google, internet, tablet, computador pessoal... Como escrever uma aventura atual, sem lançar mão disso tudo?” finaliza.

 

 

 Foto: Divulgação

 

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