Criatividade transformasucata em brinquedo

Crédito foto: Cristiano Devicari/AT

 

Brinquedos divertidos e criativos com material reciclável e protegendo o meio ambiente.
Esse tem sido o resultado do trabalho de Julmir da Silva, 44 anos, que percorre várias cidades da região para vender os brinquedos que ele elabora com garrafas PET e outros materiais recicláveis que encontra no lixo.
Julmir, natural do município de Quilombo, em Santa Catarina, lembra que há quase 8 anos elabora e comercializa os brinquedos de sucata.
O catarinense, que hoje vive no Rio Grande do Sul, diz que aprendeu o ofício depois de uma tragédia, na qual perdeu a mãe (Araci), e os dos irmãos (Cleusa e Gilmar), vítimas que morreram soterradas depois num desbarranqueamento de encosta.
“Eu lembro que apenas eu e meu pai escapamos da morte. Estávamos dentro do caminhão quando tudo aconteceu. O rio Itajaí-Açu transbordou devido à grande quantidade de chuva e vários desmoronamentos de terra aconteceram na época. Foi um momento muito triste para mim. Além da morte dos familiares, perdemos a casa e praticamente tudo que tínhamos”, recorda.
O criador dos brinquedos de sucata conta junto com o pai, Leodoro Alves da Silva, foi para um alojamento. “Foram momentos de muitas dificuldades. Mesmo com o atendimento, algumas vezes faltou até alimentação. Apesar disso foi importante, pois no abrigo que aprendi o ofício de fazer esses brinquedos artesanais”, relata.
DIA A DIA
Julmir explica que não tem paradeiro certo. Ele viaja pela região vendendo seus brinquedos em cidades como Ijuí, Santa Rosa, Horizontina, Santa Maria, Santo Ângelo, Iraí e Frederico Westphalen. Ele, porém, conta, que ultimamente para num posto de combustível em Ijuí. Também diz que seguidamente está no Brique da Praça vendendo seus brinquedos.
Dentre os brinquedos que monta estão o trator com hélice giratória, o caminhão bitrem e o ônibus.
Os brinquedos são comercializados ao preço de R$ 10. Julmir conta que é legal poder fazer brinquedos reciclando material que seria jogado na natureza. “Apesar disso é um trabalho difícil. Têm pessoas que elogiam por estar reciclando material. Outras olham de forma preconceituosa. Consideram esse trabalho como serviço de malandro, algo que não sou. Não me canso de trabalhar e lutar pra ganhar meus troquinhos de forma honesta, e assim garantir meu pão de cada dia”, finaliza.

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