Sexta-feira 13: dia de superstições

 

A sexta-feira 13 é coberta de enigmas, superstições e crendices que, muitas vezes, regem a vida de muitas pessoas. O que a maioria não sabe, é qual a origem das tais superstições que deixam boa parte dos humanos com medo desta data tão marcante.

 

Superstições de azar

 

- Quebrar o espelho - A origem da história vem da Grécia Antiga, onde os gregos liam o futuro pela imagem de uma pessoa refletida na água. Se o recipiente com o líquido quebrasse, era azar. Mais tarde, os romanos antigos acrescentaram os sete anos.

 

- Passar por baixo de escada - Uma escada encostada na parede forma um triângulo. Há cerca de 5.000 anos, a forma geométrica era um símbolo sagrado para os povos antigos, como os egípcios (as pirâmides são uma prova disso). A partir daí começaram a acreditar que passar por baixo da escada era um desrespeito ao símbolo. A pessoa poderia receber um castigo dos deuses. Milhares de anos mais tarde, na Inglaterra, por volta de 1600, os criminosos eram obrigados a caminhar debaixo de uma escada em seu caminho para a forca - Cruzar na rua com um gato preto - Na verdade, isso é um mito que surgiu na Idade Média, quando se pensava que os felinos eram bruxas disfarçadas. Com tudo, os gatos possuem hábitos noturnos, o que não era bem visto antigamente.

 

- O próprio número 13 - O medo do número 13 tem origem nórdica. Onde 12 deuses foram convidados para jantar em Valhada, a sala do banquete magnífico em Asgard, o deus da discórdia e do mal, Loki, entrou de penetra, elevando o número de participantes para 13. Os outros deuses quiseram expulsar Loki, e na luta que se seguiu, o favorito entre eles, Balder, foi morto. A história foi reforçada na era cristã na Última Ceia, em que Judas, o discípulo que traiu Jesus, foi o décimo terceiro convidado da ceia.

 

- Abrir guarda-chuva dentro de casa - A explicação para esta crendice vem da época da Grécia Antiga, onde os guarda-chuvas eram usados como proteção contra o Sol. Ao abrir um chapéu dentro de uma casa, era um insulto ao deus do Sol. Outra versão, explica que esta superstição nasceu porque este objeto protegia das tempestades da vida e que ao abrir-se dentro de quatro paredes, insultava os espíritos guardiões, levando-os a deixar a casa desprotegida.

 

Superstições de sorte

 

- Ferradura: Pendurar uma ferradura acima da porta trás boa sorte - Ouve-se dizer que a ferradura já era considerada um sinal de sorte na Grécia Antiga. Os povos acreditavam que, por ser feita de ferro, ela protegia contra qualquer mal. Como o formato era parecido com o da lua crescente, significava fertilidade e prosperidade.

 

- Figa: Ter o símbolo de uma figa atrás da porta, dá boa sorte - Segundo os povos antigos, usar uma figa espanta a inveja, afasta o mal e traz sorte. A figa também era usada como amuleto pelos povos romanos e egípcios, simbolizando a fertilidade.

 

-Pé de Coelho: Traz sorte e dinheiro - Os homens do oeste europeu, antes de 600 AC, consideravam os coelhos animais sagrados, por crerem que espíritos habitavam o corpo de animais e os homens descendiam diretamente desses animais. Outra razão dos celtas acreditarem na sacralidade dos coelhos foi por causa de seu poder de procriação. Acreditavam que os coelhos eram símbolos da reprodução e, por conseqüência, da saúde e prosperidade. Já que os coelhos em si eram considerados como sendo de sorte, seguiu-se que qualquer parte de seu corpo também seria.

 

- Sal Grosso: Deixar sal grosso no canto da sala, traz sorte - Na Idade Média, os cristãos, mantinham a crença judaica do sal como purificador, assim no ritual de batismo era colocado sal nos lábios dos recém-nascidos. No decorrer do tempo, o sal continuava sendo indispensável para afastar os maus espiritos, os demónios e as bruxas. Assim, deitava-se sal na chaminé da casa para impedir os demónios de nela entrarem.

 

- Bater na madeira para espantar o azar - Os povos antigos, dos egípcios até os índios do continente americano, teriam interpretado tal atitude como sinal de que as árvores seriam as moradas terrestres dos deuses. Assim, toda vez que se sentiam culpados por alguma coisa, batiam no tronco com os nós dos dedos para chamar as divindades e pedir perdão e afastar o mal.

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