Semana Farroupilha e suas curiosidades: Carreteiro, um prato saboroso e cheio de história

 

Churrasco é sabor e fartura. É expressão do gauchismo para momentos especiais, de comemoração. Entretanto, o arroz carreteiro ou de carreteiro como alguns chamam é o prato com ligação afetiva com os gaúchos. É tão típico como o churrasco. Qualquer gaúcho que se preze conhece aprecia um carreteiro autêntico e bem feito. Segundo: que o carreteiro é comum com re­feição para grupos maiores e comemorações em geral e para finalizar pode-se fazer um ótimo carreteiro com sobras de churrasco.

 

A origem do arroz de carreteiro é simples como o seu preparo. Os peões que levavam as tropas de gado usavam o charque (carne salgada) em suas idas e vindas, como alimento não perecível, e junto com o arroz abundante na região sul, preparavam essa refeição tradicional. Claro que nas estâncias o arroz com charque era também prato usual, pela sua simplicidade e sabor.

 

O charque foi um dos propulsores da econômia gaúcha do fim do século 19, da região sul do Rio Grande. O gado vinha do inte­rior para as charqueadas que ficavam à beira do arroio Pelotas, onde eram abatidos e salgados, para então serem transportados em navios que saiam do porto de Rio Grande, para o norte do país e Europa.

 

As cidades de Pelotas e Rio Grande mostram até hoje, casarões, teatros e monumentos, além da cultura, que foram trazidos com o intercâmbio do charque.  Não existe “a receita autêntica” de carreteiro, pois assim como o churrasco, cada um prepara o arroz com charque de maneira própria. E todos acham que o seu carreteiro é melhor, até porque não co­nhecem o meu!.

 

A simplicidade é a tônica principal, muito tempero, legumes, enfeites e outros aditivos descaracterizam esse prato básico da culinária campeira. O melhor charque é o fresco (verde) e produzido com carne de primeira, apesar de que o charque feito duma costela gorda de novilho é especial.

 

 

Foto: Divulgação

 

 

 

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