Documentário de Jorge Furtado analisa quanto do jornalismo contemporâneo guarda do mercado de notícias do século 17

 

 

 

 

As exibições do documentário “O Mercado de Notícias”, vão até hoje em Porto Alegre. Com a direção de Jorge Furtado, o filme alterna trechos de encenação da peça homônima escrita pelo dramaturgo inglês Ben Jonson no século 17, quando começavam a circular os primeiros periódicos , com depoimentos de 13 jornalistas brasileiros - Cristiana Lôbo, Geneton Moraes Neto, Luis Nassif e Mino Carta, entre outros. Na tela, um debate sobre a essência do jornalismo.

 

Na peça, Ben Jonson conta a história de Pila Pai, um homem que simula a própria morte para vigiar a vida do filho, Pila Júnior. Disfarçado de mendigo, o pai descobre que o filho vive gastando além do que ganha e cometendo pequenas falcatruas. Em torno dessa história, cresce um mercado de notícias em Londres, onde pessoas podem comprar doses de informações a dez centavos. Pila Junior logo trata de entender como funciona esse mercado, para também ganhar dinheiro com ele. “Percebi que ele estava tratando de uma situação nova (para a época), que era a explosão de informações. Mas, o mesmo está acontecendo agora”, analisa Jorge Furtado, em entrevista por telefone.

 

Além do teatro e dos depoimentos, O Mercado de Notícias recupera casos emblemáticos do jornalismo brasileiro conhecidos no jargão da profissão como “barrigada” (erros de informação). É o caso da Escola Base e do “Picasso do INSS”. Para o diretor, o filme traz só uma parte de uma discussão maior. Por isso, no site de O Mercado de Notícias traz mais informações sobre os casos jornalísticos citados no longa-metragem, o original da peça de Jonson e a íntegra das entrevistas com os jornalistas. “O site está em construção contínua. Até entrevistas novas quero fazer”, adianta o diretor.

 

“O jornalismo continua tendo uma grande influência, até por que ele pauta as redes sociais. Os grandes veículos ainda têm muito poder, mas não é como antigamente, já que os tais formadores de opinião não têm mais a exclusividade”, explica ele, se assumindo mais otimista do que muitos dos seus entrevistados.

 

 

Assista o trailer:


 

 

 

 

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