Dia das mães: Batalha recompensada!

Crédito foto: Rogério Sartori/AT

 

Amanda Brites Batalha, carrega no sobrenome a força que tem desde muito cedo. Aos 9 anos, enfrentou uma dura doença, um linfoma de Hodking. Com muita força e batalha, conseguiu superar a doença, aos 11 anos após tratamentos de radioterapia e quimioterapia. Ainda realiza acompanhamentos frequentes com especialistas em Porto Alegre.
Porém, após superar o problema recebeu a notícia que não poderia engravidar devido as frequentes rádios e quimioterapias. Contrariando a opinião médica, em 2016 com 17 anos, Amanda teve uma surpresa, descobriu que estava grávida. Medo e apreensão marcaram a notícia.
Amanda relata que a gestação foi tranquila.“A maior dificuldade foi contar para minha mãe e meu pai. A gravidez não estava planejada, a princípio eu estava com medo da reação deles, mais foi tranquilo”, relembra. Atualmente Amanda reside com o seu companheiro e seus pais no bairro Pilau 2.
Com todo apoio da família, e atendimento especial de médicos, a gestação ocorreu normalmente. “Minha gestação era de risco, porque além de ter feito tratamento para câncer, ainda tenho problemas na tireoide. Por isso, eu realizava consultas na Secretária de Saúde com obstetra e no Hospital Santo Ângelo”.


DO PARTO NORMAL PARA A CESÁREA
O momento do parto é sempre muito aguardado. E Amanda desejava um parto normal, mas nem tudo sai como planejado. No domingo, 12 de março, a bolsa rompeu e Amanda foi levada para o HSA, às 18 horas. Após exames e com uma gestação de 8 meses, o médico plantonista informou que esperariam e tentariam amadurecer os pulmões do bebê. Considerando que ela não estava em trabalho de parto, apenas com a bolsa rompida.
Amanda relata que na segunda, 13, pela manhã começou a ter contrações, mas o seu trabalho de parto não evoluía, diante dessa situação os médicos optaram por uma cesárea e a pequena Yasmin nasceu às 16h55min do dia 13 de março.


AMAMENTAÇÃO
Amanda está amamentando a pequena Yasmin e sente muito prazer com esse gesto de carinho e amor. Mas relata que sente dificuldades quando está em público “As pessoas ficam me olhando, como se já fossem me criticar, e eu me sinto muito mal”, reclama.


REALIZAÇÃO
Amanda diz que ter a Yasmin é uma realização, pois era o seu sonho desde pequena. Porém, não esperava que fosse acontecer tão cedo e pensava em primeiro fazer uma faculdade. “Agora eu penso em nosso futuro, quero fazer faculdade de Enfermagem e dar um bom futuro para minha pequena”.
E relata seus sentimentos:“Está sendo uma montanha russa, pois tem momentos bons e tranquilo e também tem momentos da dificuldades. No começo da gravidez quando eu descobri eu fiquei nervosa pois não sabia como ia sustentar ela, como eu ia comprar as coisinhas pra ela, ainda bem que todos ajudaram a gente”, conta emocionada.

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