Adolescente se apresenta na DP e assume a morte do pai

 

 

 

 

O terceiro homicídio do ano em Santo Ângelo foi marcado pela brutalidade. A vítima foi morta com uma paulada e 26 golpes de faca, conforme apontou o laudo pericial concluído na tarde de ontem,22.

 

A violência foi registrada no bairro Rogowski e a vítima é José Luiz de Abreu da Silva, 47 anos, conhecido por “Gajego”. A autoria do crime foi assumida pelo filho da vítima, um adolescente de 16 anos. Conforme a Brigada Militar, o registro do crime foi feito por volta da uma hora da madrugada de terça-feira 22, na residência localizada na rua Beira-Rio, bairro Rogowski.

 

 

O laudo médico revelou que José Luiz recebeu golpes de faca no peito, rosto e no pescoço, além do afundamento craniano, devido à forte pancada sofrida na cabeça.  Conforme o delegado Rogério Junges, o jovem de 16 anos apresentou-se na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento logo depois do crime e foi acompanhado da mãe e de uma tia.  

 

O suspeito disse que estava entrando no cinema, quando sua irmã ligou informando que o pai estaria de posse de um facão e agredindo a sua mãe. Imediatamente, ele foi até a sua residência e teria visto a mãe caída e o pai com o facão. O pai teria o chamado para a briga. Então, segundo o jovem, ele pegou um pedaço de madeira e atingiu o pai na cabeça. Esse teria caído num sofá, quando o jovem desferiu os golpes de faca.

 

Vizinhos disseram que a família tinha uma relação conturbada e desavenças ocorriam com frequência. O delegado disse que não pediu a apreensão do acusado pelo fato de ele ter se apresentado voluntariamente, não ter antecedentes criminais, possuir emprego fixo e ser um dos provedores do sustento da casa. Em tese o crime teria sido em legítima defesa e defesa de terceiros.

 

O suspeito e a mãe afirmaram também que José Luiz não trabalhava e tinha uma pequena renda de bicos. Além disso, proibia a mulher de trabalhar fora. A vítima tinha passagens pela policia. O caso foi encaminhado para a Delegacia de Polícia de Proteção a Criança Adolescente e Posto da Mulher( DPCA), que instaurou inquérito policial.

 

 

 

 

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