Acidente com motos: fábrica de sequelados

 

A motocicleta é a representação da urgência. Hoje o indivíduo moderno exige entregas rápidas de diferentes serviços, como pizzas, encomendas, ingressos, remédios, documentos, dentre outros serviços. Esta pressa, típica do mundo atual, requer altas velocidades, arriscando os condutores a altos índices de acidente. Infelizmente o risco existe, pois existem fatores humanos, ambientais, viários e mecânicos que contribuem para os acidentes envolvendo motocicletas.

 


Dados do Ministério da Saúde mostram que a cada 100 mil brasileiros, 76,5 foram internados em 2013 em decorrência de acidentes de trânsito. As maiores taxas são entre motociclistas , 36,4 por 100 mil habitantes. Os acidentes ocorrem em função de vários fatores, dentre os quais, a vulnerabilidade em que é submetido o piloto. Os motociclistas são mais propensos a terem lesões graves e ainda correm risco de ir a óbito.

 


REGRAS DE CONVIVÊNCIA

 


As regras de convivência precisam ser respeitadas no trânsito. O comentário é do capitão Regis Copetti, do 7º Regimento de Polícia Montada da Brigada Militar, com sede em Santo Ângelo. Ao participar da programação da Rádio Sepé, ele comentou o número elevado de acidentes que envolvem motocicletas na cidade. Lembra que nem sempre o motociclista é o causador do acidente, sendo também a vítima.

 

O capitão, no entanto, observa que trata-se de um tipo de transporte que oferece vulnerabilidade para o piloto, que quando sofre um acidente, quase sempre acaba sofrendo algum tipo de sequela, transitória ou permanente. Regis Copetti fez um alerta importante na entrevista, no sentido de que se convive cada vez mais com o estresse, que envolve os condutores de diferentes tipos de veículos. Estatística aponta que ocorrem pelo menos três acidentes diários envolvendo motocicletas em Santo Ângelo, um número considerado alarmante.

 


O capitão Copetti disse ainda que de maneira geral falta capacitação e educação para muitos condutores, sejam de automóveis ou motocicletas. Levantamento preliminar aponta que pelo menos três acidentes envolvendo motociclistas ocorrem diariamente em Santo Ângelo. O capitão aponta alguns fatores que fizeram com que este tipo de veículo aumentasse significativamente: o baixo valor pago em termos de prestações e a mobilidade que proporciona em um trânsito como o de Santo Ângelo e o baixo custo de circulação, em função da economia de combustível. A realidade atual é de” quem vai de moto, gasta menos” e isso ocasiona, conforme o capitão Copetti, problemas.

 


Copetti diz que o que tem se destacado como a forma mais econômica de transporte dentro da cidade, também se apresenta como a mais propensa a ocorrência de acidentes, que geralmente deixam o piloto com sequelas. Ele elege outro fator que leva muitas pessoas a optarem pela motocicleta, que é a possibilidade de se passar entre os automóveis, o que gera uma maior rapidez.
Durante a entrevista concedida a Rádio Sepé, um motociclista ligou e alertou que “ a motocicleta, se utilizada de forma consciente e correta, não representa um risco”. No entanto, disse que um dos problemas quando ocorre acidente envolvendo um veículo e uma moto é de que o parachoque é a cabeça do motociclista.
O capitão Regis Copetti defende a ideia de que deve as exigências do Código de Transito Brasileiro devem ser obedecidas. “Sabemos de muitas pessoas que compram uma motocicleta, e que acabam não fazendo a carteira, pois o valor da prestação é imensamente mais barato”, acrescenta.

 

CONSEQUÊNCIAS


O que se gera, a partir do acidente envolvendo um veículo e uma motocicleta são as sequelas. Alguns chegam a falar em exército de sequelados, pois numa avaliação de institutos públicos, de 70 a 80% das vitimas de acidentes, acabam ficando com problemas, muitos pelo resto da vida. Ampliando o tema, a partir da entrevista realizada na Rádio Sepé, a reportagem conversou com Carlos Alberto Silva. Ele foi vítima de acidente há cerca de 12 meses e até hoje ainda se recupera das sequelas deixadas.


Relatou que perdeu a sua moto e o que classificou de “ orgulho “ em um acidente de moto, em que se envolveu com um automóvel. Ele sofreu fraturas na tíbia e perônio e depois de ficar um tempo no leito hospitalar, teve que se submeter a sessões de fisioterapia, o que ocorre até hoje. Afirmou ainda que por não ter condições, não fez a cirurgia, o acarretou o encaixe imperfeito dos ossos. Disse que carrega como experiência uma cicatriz na perna esquerda.

 

Foto: Banco de Dados/SA

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