Filha de 16 anos assistiu o assassinato do pai

Delegado Rogério Junges afirma que agora Polícia Civil busca elucidar algumas questões que ainda estão pendentes

Crédito foto: Rogério Sartori/AT

 

Após ter chegado o exame de DNA nesta semana, onde comprovou de que ossada localizada nas a proximidades da sede campestre do clube Comercial era realmente de Luiz Sérgio Rosa dos Santos, 46 anos, a Polícia Civil acredita ter desvendado também a autoria da morte.
Luis Sérgio foi dado como desaparecido no dia 9 de abril. No dia 2 de maio foi encontrada uma parte da ossada e no dia 5 o restante. A família reconheceu como sendo dele, porém, a confirmação mesmo só veio com o resultado do DNA.
Nesta sexta-feira, 14, a Polícia Civil ouviu uma ex-companheira da vítima, a filha deles, o namorado dela, de 19 anos e um outro adolescente de 16 anos. Os dois rapazes assumiram a autoria do crime e contaram detalhes.
Conforme o delegado Rogério Junges, titular da Delegacia de Polícia, tão logo chegou o resultado do exame, ele intimou os quatro. O delegado disse que tinha a suspeita e indícios que levavam até essas quatro pessoas. O crime aconteceu durante a noite do dia 9 de abril, no bairro Colméia.
MOTIVAÇÃO
Os jovens disseram para o delegado que Luís Sérgio era muito agressivo e que durante a noite do crime teria chegado no local e visto sua filha de 16 anos fumando maconha com seu companheiro de 19 anos e o outro adolescente de 16 anos. Ele teria ficado muito irritado, dizendo que não admitia tal fato e, inclusive, teria tentado agredir a jovem.
Na sequência, a vítima teria entrado na residência, momento em que o jovem de 16 anos teria lhe dado uma paulada na cabeça, o que lhe fez ficar desacordado. Então, eles temendo que a vítima acordasse, eles lhe arrastaram até o quarto e desferiram dois golpes de faca no pescoço e outros cinco no abdomen.
Depois, eles colocaram a vítima dentro do seu próprio carro e levaram até a proximidade da sede campestre do Clube Comercial, onde jogaram o corpo em um matagal. Compraram álcool e levaram o veículo até as proximidades da sede campestre do Clube 28 de maio e atearam fogo para tentar despistar a polícia.
O delegado conta que eles também furtaram da vítima em torno de R$ 50,00 e um telefone celular que foi vendido pelos acusados.
FILHA CONTOU
NO VELÓRIO
A adolescente de 16 anos disse em depoimento que não participou da morte do pai, mas presenciou. E disse não ter contado para a Polícia por temer perder a guarda de seu filho que tem pouco mais de um ano. A companheira disse que não participou e nem viu o crime, mas sabia do fato através da filha, que durante o enterro da ossada teria dito que tinha certeza de que aqueles ossos
eram de seu pai e teria contado detalhes do que ocorreu.
A mãe também resolveu não relatar o crime a ninguém. O delegado disse que eles foram ouvidos e liberados, pois agora a investigação parte para os detalhes, verificar se alguém mais participou do crime, confirmação dos depoimentos e também uma perícia no local do crime.

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