Vinte e seis presos em operação de combate ao contrabando de cigarros

Crédito foto: Divulgação/PRF

 

A Polícia Federal deflagrou durante a manhã da quinta-feira, 2, a Operação Travessia 14, que teve como foco combater ao contrabando de cigarros e a lavagem de dinheiro. Cerca de 300 policiais cumpriram 45 mandados de prisão, 17 pessoas foram detidas para esclarecimentos e 45 de busca e apreensão nas cidades de Cruz Alta, Santa Maria, Santana do Livramento, Novo Machado, Doutor Maurício Cardoso, Crissiumal, Itati e Rosário do Sul.
Cruz Alta foi a cidade onde ocorreram mais prisões, totalizando 12 presos. Também aconteceram prisões em São José do Cedro (SC), Realeza, Francisco Beltrão, Cascavel, Nova Prata do Iguaçu (PR) e Sorriso (MT). Foram executadas ordens judiciais de apreensão de seis veículos e 30 caminhões.
Conforme o delegado José Dinarte de Castro Silveira, que coordenou a operação, a investigação teve início em setembro do ano passado e identificou cinco grupos de contrabandistas estabelecidos na região de Cruz Alta, Santa Maria e Santana do Livramento, que utilizavam duas rotas para internalizar em território brasileiro cigarros fabricados no Paraguai: uma por via terrestre, com a mercadoria adquirida em cidades próximas a Foz do Iguaçu e trazida ao Rio Grande do Sul por rodovias do oeste do Paraná e de Santa Catarina; e outra pela fronteira gaúcha com a Argentina, através do rio Uruguai, com os cigarros transportados em pequenas embarcações e descarregados em portos clandestinos, o principal deles na foz do Rio Buricá, divisa dos municípios de Doutor
Maurício Cardoso e Crissiumal.
Os grupos utilizavam veículos de passeio e utilitários para transportar os cigarros em território brasileiro, muitos deles clonados e equipados com rádio transmissor. Alguns veículos carregados chegaram a tentar transpor barreiras policiais. A mercadoria era distribuída em várias regiões do estado e também no território uruguaio.
Desde o início da investigação até o dia da operação, 26 pessoas foram presas em flagrante, 30 indiciadas, e apreendidos mais de 500 mil maços de cigarros, além de diversos veículos. As abordagens tiveram o apoio da Polícia Rodoviária Federal e da Brigada Militar.
Os investigados são reincidentes na prática do comércio ilegal de cigarros, movimentando milhões de reais de origem criminosa.
A estimativa de tributos sonegados somente com os cigarros apreendidos na Operação é de R$ 2 milhões. Um dos grupos chegou a lucrar R$ 350 mil em apenas um mês.
O contrabando de cigarros fomenta a prática de outros crimes que afetam diretamente a sociedade, como furto, roubo e “clonagem” de veículos, crimes ambientais e contra a saúde pública, sonegação fiscal e tributária, corrupção ativa e passiva, entre outros.
O delegado acrescenta que apenas um dos principais líderes de quadrilha possuía um patrimônio avaliado em torno de sete milhões, e não possuí emprego ou atividade profissional.
A Operação contou com a participação da Polícia Rodoviária Federal, da Brigada Militar e da Receita Federal.
Os investigados responderão por contrabando, lavagem de dinheiro e associação criminosa. As prisões foram temporárias e preventivas.
Os presos foram encaminhados para o Presídio Regional de Santo Ângelo.

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