Apenados do Presídio Regional realizam exames de tuberculose

Crédito foto: Rogério Sartori/AT

 

Todos os presidiários que cumprem pena no Presídio Regional de Santo Ângelo estão fazendo um exame de tuberculose, teste esse para diagnosticar de forma precoce indícios da doença infecciosa e transmissível que afeta prioritariamente os pulmões e pode levar a morte.
Uma parceria com a Susepe, Secretaria Municipal de Saúde e 12ª Coordenadoria Regional de Saúde possibilitou que os exames fossem feitos dentro do Presídio. A doença pode ser transmitida por tosse, espirro e até mesmo após uma conversa com a pessoa doente. Estiveram acompanhando os trabalhos a enfermeira Lisete Maria dos Anjos, que é a coordenadora regional do programa estadual de controle da tuberculose, Secretaria Municipal de Saúde, representada Rafael Teichmann e enfermeira Solange Stanislawski, da Susepe a psicóloga Silvana Dezordi, administradora do Presídio Jarina Andrea da Silva e demais servidores.
Conforme a psicóloga e servidora da Susepe, Silvana Dezordi, os exames começaram no dia 19 deste mês e seguem até o dia 27. Ela explica que os profissionais de saúde estão aplicando um medicamento nos presos e após 72 horas é analisado se houve reação ou não para a tuberculose. “Estamos fazendo os exames de forma preventiva, para que desta forma possamos diagnosticar a tuberculose ainda no início e fazer o tratamento que leva em torno de seis meses. Além dos 220 apenados que correm risco de desenvolver ou serem contagiados com doença, muitos familiares vem visitá-los e isso também nos preocupa”, explica.

No Presídio Regional de Santo Ângelo, apenas dois apenado estão se tratando contra a tuberculose. Depois que todos os presos fizerem os exames, caso seja diagnosticado, imediatamente eles começam a fazer o tratamento.

 

SAIBA MAIS


A tuberculose (TB) é uma doença infecciosa e transmissível que afeta prioritariamente os pulmões.
A doença é curável. Anualmente são notificados cerca de 6 milhões de novos casos em todo o mundo, levando mais de um milhão de pessoas a óbito.
O surgimento de focos de tuberculose resistente aos medicamentos agravam ainda mais esse cenário.
No Brasil, a tuberculose é sério problema da saúde pública, com profundas raízes sociais.
SETENTA MIL NOVOS CASOS POR ANO
A cada ano, são notificados aproximadamente 70 mil casos novos e ocorrem 4,6 mil mortes em decorrência da doença.
O Brasil ocupa o 17º lugar entre os 22 países responsáveis por 80% do total de casos de tuberculose no mundo.
Nos últimos 17 anos, a tuberculose apresentou queda de 38,7% na taxa de incidência e 33,6% na taxa de mortalidade.
A tendência de queda em ambos os indicadores vem-se acelerando ano após ano em um esforço nacional, que pode determinar o efetivo controle da tuberculose em futuro próximo, quando a doença poderá deixar de ser um problema para a saúde pública.

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