Mais de 560 ocorrências em seis meses

Crédito foto: Banco de dados/AT

 

Desde sua instalação em Santo Ângelo, no dia 18 de dezembro, pouco menos de seis meses, a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) já registrou 563 casos de de violência doméstica. Também foram expedidas pela Justiça 363 medidas protetivas para amparar as mulheres vítimas de violência doméstica. Neste ano, também entrou em funcionamento a Patrulha Maria da Penha, trabalho este desempenhado para Brigada Militar.
Conforme a delegada Luciana Cunha da Silva, titular da Deam, os números são muito altos e preocupam a polícia. “As medidas protetivas são pedidas pelas vítimas no momento do registro da ocorrência, que dependendo do caso, inclui o afastamento de casa do acusado, a proibição de aproximação e até mesmo de frequentar lugares que a vítima costuma ir, como local de trabalho, entre outras ações”.
Cinco homens foram para o Presídio por descumprir as medidas protetivas. Quando a vítima faz o registro e solicita proteção, a polícia também presta auxílio no deslocamento para sua residência ou para outro lugar que queira ir. Assim, procura-se evitar agressões e constrangimentos.
De acordo com Luciana, foram instaurados 348 inquéritos, mas os remetidos à Justiça já chegam 625, pois já existiam em torno de mil inquéritos em andamento quando a Delegacia foi instalada. Esses inquéritos estavam a cargo da Delegacia de Proteção a Criança e Adolescente e Posto da Mulher. “Portanto, a Delegacia da Mulher já foi aberta com uma carga significativa de trabalho”, comenta Luciana.
Ainda de acordo com a delegada, foram cumpridos 32 mandados de buscas e apreensão, a procura de armas e materiais que podem ter sido usados para agredir as mulheres.


PATRULHA MARIA DA PENHA

A delegada também informou que a Patrulha Maria da Penha está funcionando desde o dia 8 de março deste ano. Esse trabalho é desempenhado pela Brigada Militar, que é parceira da Polícia Civil na missão de dar assistência às vítimas de violência doméstica.
A Patrulha tem a função de passar diariamente nas residências das vítimas para saber como esta a situação, fazendo relatórios que são repassados para a Polícia Civil.
“Muitas vezes, a mulher retoma o relacionamento com o denunciado e não avisa a polícia. Mas a BM, durante as visitas tem contatado esse tipo de fato. Então, um novo inquérito é remetido à Justiça informando que a vítima não quer mais processar o acusado”.
A delegada também cita como parceiro do trabalho de Deam o Departamento Municipal da Mulher que tem como presidente Vera Medeiros, entre outros órgãos.


CASA DE PASSAGEM E PRÉDIO NOVO
A casa de passagem também é um projeto que está em tratativas para sua criação. Este local será usado para abrigar mulheres que sofrem violência e não tem para onde ir. As vítimas poderão ficar por um período na casa de passagem.
Por outro lado, a delegada Luciana acredita que até o mês de agosto a Deam possa estar em seu prédio novo, localizado na avenida Venâncio Aires esquina com a Tiradentes, onde vai ter uma estrutura maior e as vítimas vão poder, além de fazer o registro naquele local, receber um atendimento especializado.
Hoje as ocorrências são registradas na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento e depois repassadas para a Deam.

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