Há 25 anos uma grande enchente atingiu a região

No dia 28 de maio de 1992 o jornal A Tribuna trazia a seguinte chamada: “Uma morte e 600 desabrigados pela chuva” 

De acordo com matéria divulgada na época, as áreas mais criticas afetadas pelas enchentes eram bairros Pedreirinha, Harmonia e Sossego. Inúmeras pessoas foram removidas para o pavilhão do Parque de Exposições Siegfried Ritter.

Mas o fato mais lamentável naquela edição foi a morte de um garoto de 2 anos que caiu no rio Itaquarinchim, o fato ocorreu no bairro Harmonia.

Informações da Cotrisa traziam que em 24 horas havia chovido 300 milímetros em Santo Ângelo, isso correspondia a um número muito maior que a média de maio nos últimos 16 anos que era de 168 milímetros.

 

 

 

No dia 30 de maio de 1992  A Tribuna trazia em sua capa: “CALAMIDADE”

Entre as várias matérias sobre a enchente uma esclarecia que Santo Ângelo estava isolado, pois os acessos por pontes estavam interrompidos. Como não havia possibilidade de trazer mantimentos, foi limitado que cada motorista poderia abastecer 10 litros de combustível por dia. A pessoa podia comprar apenas 1 botijão de gás e vários bairros estavam com racionamento de água enquanto outros nem tinham mais abastecimento.

Mais de mil pessoas estavam desabrigadas em Santo Ângelo, 200 estavam no Parque de Exposições Siegfried Ritter.

PONTES

Os percursos de ônibus foram suspensos em virtude das quedas de pontes, principalmente na BR 285, KM 259, proximidades de acesso a Coronel Barros, em Ijuí.

Interrompimento de trafego pela ponte em Entre-Ijuís. Na RS 155 entre Ijuí e Santo Augusto a água cobriu a ponte.

4 vítimas fatais

Além do garoto de 2 anos que morreu afogado em Santo Ângelo, também ocorreu a morte em Ijuí de um jovem de 24 anos que tentou prestar socorro a um amigo que estava se afogando e acabou morrendo levado pela correnteza. Um motorista de 53 anos caiu no Arroio Espinho em direção a Catuípe e morreu, outra vitima fatal também em Ijuí foi de um homem que morreu ao sofrer uma descarga elétrica.

Água

O ponto de captação de água da Corsan no rio Ijuí estava com seu sistema submerso e a estação de tratamento do bairro São Carlos não tinha energia elétrica, considerando que a mesma teve que ser desligada pelo risco que oferecia.

Imagens do jornal A Tribuna na época:

 

 

Abaixo: Imagem ponte em Entre-Ijuís e ao lado pessoas aguardando para tentar a travessia

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