Reinke ainda saboreia a conquista no Canto Missioneiro

(Crédito foto: Rogério Sartori/AT)

 

Claudio Reinke é o autor da música “Anjo da praça”, vencedora do Canto Missioneiro.
Claudio falou para o jornal A Tribuna sobre a emoção de ter vencido o festival. “É um sonho que ainda estou saboreando e que mostra todo o meu amor por essa terra missioneira, a qual firmei raízes. Minha singela homenagem a essa cidade que me abraçou há 20 anos, quando aqui cheguei. Precisava expressar em palavras essa riqueza, essa beleza simples que nós temos e que por ser simples é maravilhosa”, afirma.
Para Claudio estar no festival já foi uma alegria “passar para a final então... estar eternizado no CD/DVD já foi mágico... imagina ganhar”, comemora. Claudio lembra que já tinha ganho prêmios em outros festivais como a música mais popular no 10º Candeeiro da Canção Nativa de Restinga Seca e na 23ª Tafona, também como mais popular e ambas com parceria de Jean Kirchoff.
Claudio conta que já esteve no palco do Canto Missioneiro em edição anterior em parceria com Rubilar Ferreira.“E foi sensacional, mas naquele momento não classificamos” diz e complementa. “Não sou um escritor “de carreira”, como digo, escrevo mais por paixão, para expressar o sentimento do que necessariamente pensando em competição. Tento descrever em palavras o que me fala o coração”.
INOVAÇÂO
Claudio explica como surgiu a ideia de levar apenas um instrumento musical para o palco, uma inovação no festival. “Eu sempre brinco que eu não sei tocar nem sino... imagina algum instrumento musical. Todos os créditos vão para o Jean Kirchoff, autor da melodia, meu parceiro de outros festivais. Eu sei minhas limitações por isso quando faço algumas letrinhas, passo para algum amigo musicar e deixo totalmente livre, confio totalmente nos meus parceiros, não gosto e não sou capaz de dizer como acho ou como quero a melodia”, detalha.
O autor da música vencedora comenta que o Jean teve a sensibilidade de entender a mensagem e fez a magistral melodia. “Jean por ser do meio musical, conhecer muita gente, sabe da potencialidade desse grupo vocal - Bah Q’tri!- mostrou para eles e que fizeram essa pérola. Os créditos vão também para eles que se dedicaram muito e construíram o arranjo vocal que ficou magnífico. Confesso que eu fiquei surpreso, emocionado, fui as lágrimas quando eu vi e ouvi toda aquela força no palco. O bombo ajudou a ditar o ritmo, mas eles apenas bastariam”, enfatiza Claudio.
A MÚSICA
Para Claudio a música é dinâmica e os festivais são um ótimo meio de promover a cultura, e também colaboram para a renovação, o abrir novos rumos, novas possibilidades. “Acho que o Anjo na praça cumpre também essa função. Precisamos sempre estar nos repensando, inovando mas sempre sem perder nossa identidade, nossa origem. Cada poeta, cada músico tem que pensar o que podemos melhorar, em que podemos contribuir pelo bem de nossa cultura”, resume o autor.
SATISFAÇÃO
Segundo Claudio enquanto autor da música já estava satisfeito estar no festival “Mas quando passa pela mão do Jean Kirchoff, ganha outra grandeza e quando retumbou nas vozes daquelas 5 pessoas iluminadas, ganhou outra proporção. As pessoas vêm dar parabéns e isso é maravilhoso saber que outros se identificaram com a música”, afirma.
Claudio diz que torceu muito esperando que desse tudo certo no palco, mas tinha outras 12 fortes candidatas e qualquer uma seria merecedora do prêmio.
“Mas os jurados acharam por bem escolher o “Anjo na Praça” e a eles fica o meu agradecimento e minha admiração. Pois foi uma proposta diferente e eles selecionarem ela no meio de 900 outras foi importantíssimo. Essa energia toda que estou recebendo a partir desse festival vou tentar canalizar e transformar em novas letrinhas”, finaliza.

 

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