Ciclo de Debates em Administração destaca o empreendedorismo

Delegada do CREA-RS, Daniele Ribas Pilau Christensen, a vice-presidente do CREA-RS Helenice Reis e o palestrante desta noite Vinicius Mendes Lima em visita ao jornal A Tribuna    

Crédito foto: Paula Kroth/AT

 

O curso de Administração da URI Santo Ângelo e o CRA – Conselho Regional de Administração promovem, hoje, 16,  a 15ª edição do CIDEAD – Ciclo de Debates em Administração. O evento acontece no auditório do prédio 13 do campus Santo Ângelo da URI, e, neste ano, tem como tema “Leite de Pedra: Empreender é para todos”. A palestra será realizada a partir das 19h30min, e tem inscrições no valor de R$ 10,00 tanto para estudantes, como para administradores e comunidade em geral.

 

A palestra será ministrada por Vinícius Mendes Lima, mestre em Marketing Estratégico e especialista em micro e pequenas empresas. Ele é proprietário do empreendimento LA BOCA – Complexo Esportivo & Cultural e autor do livro “A Riqueza das Favelas: O Empreendedorismo entre morros e vielas”. Vinícius também atuou como consultor na Copa do Mundo FIFA 2014 e no Comitê de Educação dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio 2016. Os debatedores serão o prefeito de São Pedro do Butiá, Martinho Berwanger, administrador formado pela URI e empreendedor no ramo de alimentação e Anderson Filipin Romero, vice-presidente da Federasul e da Acisa – Associação Comercial e Industrial de Santo Ângelo.

 

Em visita ao jornal A Tribuna, Vinicius acompanhado da vice-presidente do CREA-RS Helenice Reis e da delegada do CREA-RS, Daniele Ribas Pilau Christensen, falou sobre empreendedorismo. Segundo Vinicius a expressão tirar leite de pedra fala de momentos difíceis. Momento de fazer com que algum negócio seja possível. “Em 2016, R$ 68 bilhões giraram nas favelas brasileiras, em pesquisa realizada todos entendem de gestão e quase 100% entende de marketing, porque eles vivem aquilo e empreendem a partir das necessidades” afirma o palestrante.

 

Vinicius cita o caso de um curso que ministrou em uma favela no Rio de Janeiro “Empreendendo no morro”. “Um dos alunos no curso, viu a oportunidade de recolher lixo nas casas, pois a prefeitura presta esse serviço de 15 em 15 dias. Ele então cobra R$ 25,00 por casa para recolher o lixo todo dia. Em um momento uma senhora sugeriu que ele deixasse a frente da casa cheirosa com um produto e ele passou a cobrar mais R$5,00 para deixar a casa cheirosa. A favela tem em torno de 80 mil moradores e hoje os amigos dele atendem com ele diferentes regiões da favela, ou seja, viu a oportunidade” destaca.

 

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