Funerária leva corpo errado do HSA

Uma situação altamente constrangedora por levar o cadáver errado para Santa Rosa. Essa foi a declaração de José Totel, proprietário e motorista da Funerária de São José, de Santa Rosa. Ele contou que veio ao Hospital Santo Ângelo, na segunda-feira, 12, buscar o corpo de um homem de 50 anos que estava na cidade em tratamento numa clínica particular. José relatou que acabou pegando trocado o cadáver de um homem de 63 anos que morava em Santo Ângelo.
Totel frisou que foi acionado pela família do homem de 50 anos, que era morador do bairro São Francisco, em Santa Rosa. Ele morreu no Hospital Santo Ângelo, onde havia sido internado. “Valmir, o cunhado do morto, me ligou, às 12h30min, para eu ir a Santo Ângelo buscar o corpo do falecido. Ele me disse que estava com sua esposa no município missioneiro. Lembro que cheguei às 12h55min em Santo Ângelo.
Conversei com o porteiro do hospital e fui até o necrotério acompanhado do funcionário. Também falei com o cunhado do morto e sua esposa que estavam junto ao corpo. Havia dois cadáveres no local. O Valmir, que já tinha feito reconhecimento do cadáver, me disse: o corpo é esse aqui da direita. Eu, como estava sozinho, pedi ajuda de um funcionário de uma funerária aqui de Santo Ângelo para deslocar o corpo até o carro funerário”, explicou.
O proprietário da funerária contou que saiu de Santo Ângelo depois das 14 horas e chegou a Santa Rosa próximo às 15 horas. “Estava começando a preparar o corpo para o velório quando recebi ligação de familiares do morto de Santo Ângelo, indignados me alertando que eu tinha pegado o cadáver errado. Fiquei perplexo e comecei a perguntar detalhes com a família de Santo Ângelo sobre o falecido, como, por exemplo, a arcada dentária. O corpo que eu tinha faltava alguns dentes na frente. A família confirmou esses detalhes e eu trouxe o cadáver de volta. Levei cerca de 40 minutos para efetuar a troca”, contou.
Totel lamentou que ao chegar a Santo Ângelo foi ofendido pela família do homem de 63 anos devido a troca. “Eles tiravam foto e me filmavam dizendo palavras agressivas contra mim e que iam me processar. Eu atuo há 23 anos no mercado e nunca tinha enfrentado uma situação dessas. Os dois mortos eram parecidos. Tanto que a própria família de Santa Rosa enganou-se. Não tinha como eu saber. Depois dessa, sugiro ao Hospital Santo Ângelo que coloque uma fita para identificação do cadáver”, observou.
O homem de Santa Rosa estava em Santo Ângelo fazendo tratamento numa clínica particular e teria falecido quase no mesmo horário do senhor de 63 anos, natural de Chapada, que tinha familiares em Santo Ângelo.
HOSPITAL
Procurado pelo jornal A Tribuna, o Hospital Santo Ângelo confirmou o engano no momento em que a funerária pegou o cadáver no necrotério e disse que a partir deste episódio a instituição passará a colocar a fita de identificação dos corpos.

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