Alerta para a situação do Corpo de Bombeiros na região

Francisco (direita) entregou o documento ao prefeito Fabiam Thomas, presidente da Associação dos Municípios das Missões (Crédito foto: Karin Schmidt/AMM)

 

Falta de efetivo e redução das horas-extras. Essas são as duas grandes preocupações levantadas pelo coordenador regional da Abergs, Francisco Leandro de Oliveira, que podem comprometer a qualidade dos serviços do Corpo de Bombeiros nas Missões.
O assunto foi tratado durante entrevista com o apresentador Paulo Renato Ziembowicz no programa Aldeia Global, na Rádio Sepé Tiaraju.
Francisco explicou que a Associação de Bombeiros do Estado do RS (Abergs) está atenta a um problema que é histórico: a falta de efetivo que vem se agravando ao longo do tempo.
“Há muito tempo o Estado vem atuando com efetivo reduzido, mas agora a situação se agravou com o decreto lançado em janeiro pelo governador, José Ivo Sartori, diminuindo o número de horas-extras pelo funcionalismo, como forma de redução de despesas”, salienta.
Na semana passada, na assembleia da AMM, Francisco alertou sobre a situação dos bombeiros e os riscos que a falta de efetivo e a redução das horas-extras representam para a qualidade dos serviços prestados à população.
“Estamos chamando a atenção de nossos prefeitos. Não adianta esperar acontecer uma tragédia para depois tomar uma atitude preventiva”, frisou.


FALTA DE EFETIVO
Francisco disse que nas Missões tem falta de efetivos nas guarnições de Santo Ângelo, São Luiz Gonzaga, Giruá e São Borja. Embora não pertença a nossa região, mas também faça parte do 11º Comando Regional de Bombeiros (CRB), a situação dos bombeiros de Santa Rosa não é diferente.
“A média hoje é de 3 bombeiros no plantão, sendo que um fica permanentemente no telefone e apenas dois para atuar no combate a incêndio. Isso é preocupante e precisa mudar. Neste momento faltam de 50 a 60 bombeiros para atuar nas Missões. Caso esse número fosse viabilizado poderíamos ter um número de cinco bombeiros atuando por plantão no atendimento da população”, explicou.
Ele também disse que pesquisa da Abergs mostra que o desejável são 8 profissionais atuando por plantão. “Precisamos que o governador reveja a questão das horas-extras, assim como chame os aprovados no concurso do Corpo de Bombeiros, preenchendo assim as mais de 400 vagas abertas.
Além disso, é preciso que o governador agilize a legislação referente à emenda constitucional que dá autonomia diante da Brigada Militar e disponibiliza mais recursos ao Corpo de Bombeiros”, completou.

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