Rigotto diz que agronegócio continua sendo alternativa para a região superar a crise


 

O ex-governador Germano Rigotto em entrevista ao apre­sentador Paulo Renato Ziembowicz, no progra­ma Aldeia Global da Rá­dio Sepé, falou sobre o painel “O atual cenário econômico e seus desa­fios”, que será apresen­tado no dia 4 de maio, no auditório Iglenho Burtet, no Parque de Exposições Siegfried Ritter, durante a 17ª Fenamilho.

 

Rigotto, que atual­mente é presidente do Instituto Reformar de Estudos Políticos e Tribu­tários, disse que o agro­negócio continua sendo uma importante alter­nativa para que a região das Missões supere o mo­mento de crise econômi­ca que afeta não apenas o Estado, mas todo o País.

 

“Embora o preço das commodities agrícolas não seja o ideal como foi em 2013, há uma com­pensação em relação ao câmbio favorável às exportações. A região é uma grande produtora de grãos e todos precisam ficar atentos a essa ques­tão. De certa forma isso será positivo para a eco­nomia das Missões tendo em vista a previsão de boa safra”, observou.

 

CENÁRIO NACIONAL

 

Rigotto salientou que hoje o Brasil está retroce­dendo na área econômica com um Produto Inter­no Bruto (PIB) negativo 1.5%. “Nós, neste momento, deveríamos estar cres­cendo de 4 a 5% ao ano. Esse atraso acaba afetan­do a economia de todo o País, assim como de nos­so Estado e da região das Missões”, salientou.

 

O ex-governador tam­bém observou que o fato de haver um governo fe­deral politicamente en­fraquecido isso acaba afetando o caminho da retomada do desenvolvi­mento.

 

Tudo em decorrência de tantos escândalos de corrupção como os reve­lados pela Operação Lava Jato e na Petrobras. “Isso afeta a credibilidade do país no exterior. Infeliz­mente não apenas arra­nha a imagem do Poder Executivo, mas também do Legislativo com par­lamentares denunciados e sendo investigados pela Justiça nesses escândalos de desvios de recursos públicos”, frisou.

 

DESAFIOS

 

Rigotto salienta que o Brasil precisa rever muitas questões como a elevada carga tributária, a questão trabalhista e a falta de investimentos em logística e infraestrutura.

 

Segundo ele, sem as modificações necessárias não tem como avançar. Também destacou a ne­cessidade de rever o pacto federativo estabelecen­do uma melhor divisão dos recursos arrecadados e distribuídos de forma adequada entre a União, estados e municípios.

 

“Precisamos redefi­nir o papel da União, do Estado e do Município e evitar o que ocorre hoje. Muitos serviços são fei­tos por todos eles e mui­to mal feitos e o dinheiro faz uma grande viagem, sendo que parte dele se perde na corrupção. Com uma definição mais pre­cisa das atribuições e cor­reta divisão de recursos se evitaria ou diminuiria esse problema”, frisou.

 

Foto: Banco de Dados

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