Polícia Civil e Susepe paralisam atividades


 

Durante todo o dia, os servidores da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) e da Polícia Civil paralisaram parcialmente suas atividades nesta ter­ça-feira, 28. O objetivo é chamar a atenção para a situação atual da seguran­ça pública e para os cortes do governo estadual na área.

 

Conforme o presidente do 8º Núcleo do Ugeirm/Sindicato, Luciano Dor­nelles, a paralisação dos policiais civis envolveu os serviços de cartórios, administrativo e parte do plantão. Foram atendidas somente as ocorrências de urgência.

 

Dornelles destaca que a paralisação tem como objetivo chamar a atenção do governo e mostrar para a comunidade o que está acontecendo. “O governo está cortando benefícios dos servidores e desta for­ma também atingindo a comunidade. Com o corte das horas extras o traba­lho é prejudicado, pois os policiais tem menos tempo para desempenhar seus trabalhos investiga­tivos, entre outras ativi­dades”.

 

 

Dornelles também alerta que se cogita um corte no combustível dos órgãos de segurança pú­blica, o que pode vir a pio­rar a situação. “Hoje acon­tece a paralisação, mas ações conjuntas com a Su­sepe deverão ser agenda­das. Nosso objetivo é não fazer greve, mas não des­cartamos essa hipótese”.

 

Segundo o presidente do Sindicato dos Servi­dores Penitenciários do Rio Grande do Sul (Ama­pergs), Flávio Berneira, os agentes penitenciários também estão sofrendo com os cortes de horas extras. “Queremos reafir­mar nossa contrariedade aos anúncios de possí­veis atrasos nos salários e pelos cortes de horas extras”, afirmou Berneira. “A Susepe tem um déficit muito grande de servido­res e essas decisões estão dificultando ainda mais o nosso trabalho”, comple­tou o presidente da Ama­pergs.

 

Foto: Rogério Sartori/AT

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