Quebra na soja pode chegar a 20%


 

Na reta final de colheita das la­vouras de soja planta­da em uma área de 37,2 mil hectares em Santo Ângelo, a quebra na sa­fra da cultura será ine­vitável, podendo variar de 10 até 20%. A mani­festação foi feita ontem pelo chefe do escritório municipal da Emater, agrônomo Álvaro Uggeri Rodrigues. Restam pou­cas lavouras em algumas localidades interioranas para serem colhidas, justifica. A produtivida­de média está entre 40 e 45 sacas/ha.

 

Segundo ele, a co­lheita da oleaginosa está praticamente encerrada (98% da área) e deve ser concluída ainda neste final de semana com a permanência do tempo seco, prevê. “As perdas na produtividade final serão inevitáveis pois a estimativa média de 50 sacas por hectare e que foi referendada na últi­ma reunião da Comis­são Municipal de Esta­tísticas Agropecuárias (Comea) realizada em março, não será confir­mada”, lamenta o agrô­nomo.

 

Entre os fatores que contribuiram para a re­dução de produtividade da soja estão a falta de chuvas no mês de março, alta incidência de ferru­gem asiática e a ocor­rência da doença que causa o apodrecimento da planta, atribui Álvaro.

 

SAFRINHA DE MILHO

 

De uma área total de 4.250 hectares cultivada com milho no município, a produtividade ini­cial projetada que era de 90 sacas/ha acabou se ratificando na safra normal. Atualmente o cereal se encontra no ciclo da safrinha com uma área de 850 hecta­res.

 

“No momento, o mi­lho plantado no ciclo tardio vem apresentan­do um bom potencial produtivo em função das condições climáti­cas favoráveis”, opina. Atualmente a cultu­ra está na fase de en­chimento de grãos.

 

Foto: Rogério Sartori/AT

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