Inca recomenda redução do uso de agrotóxicos para prevenir câncer


 

O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) manifestou-se nesta quarta-feira, 8, contra o modo como os agrotóxicos são utilizados no Brasil e re­comendou a redução do uso desses produtos. Em um do­cumento de cinco páginas, o instituto ressaltou os riscos dessas substâncias para a saúde e para a incidência de câncer.

 

“O modelo de cultivo com o intensivo uso de agrotó­xicos gera malefícios, como poluição ambiental e into­xicação de trabalhadores e da população em geral”, diz o documento, que, além de apontar as intoxicações cau­sadas imediatamente após a exposição [ao produto], enumera efeitos que apare­cem após anos de exposição. “Dentre os efeitos associados à exposição crônica a ingre­dientes ativos agrotóxicos podem ser citados infertili­dade, impotência, abortos, malformações, neurotoxici­dade, desregulação hormo­nal, efeitos sobre o sistema imunológico e câncer.”

 

A recomendação do insti­tuto é que se adote “a redu­ção progressiva e sustentada do uso de agrotóxicos”, pre­vista no Programa Nacional de Redução de do Uso de Agrotóxicos e a produção agroecológica, segundo a Política Nacional de Agroe­cologia e Produção Orgânica.

 

O documento do Inca explica que a presença de agrotóxicos não se restringe a produtos in natura, como legumes e verduras, existe também em alimentos in­dustrializados com ingre­dientes como trigo, milho e soja. “A preocupação com agrotóxicos não pode signi­ficar a redução do consumo de frutas, legumes e verdu­ras, que são fundamentais em uma alimentação saudá­vel e de grande importância na prevenção do câncer.”O coordenador de Ensino do Inca, Luis Felipe Pinto, disse que o Brasil é o país para o qual a discussão é mais im­portante, já que é o principal consumidor de agrotóxicos do mundo e tem forte contri­buição da agricultura em sua economia.

 

Foto: Banco de Dados

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