Por meio do Balcão do Consumidor, CNEC Santo Ângelo inicia ciclo de palestras em escolas


 

A Escola Estadu­al Unirio Carrera Machado foi a primeira a receber, na última sexta-feira, 27, a palestra sobre Consumo Consciente, pro­movida pela CNEC Santo Ângelo, por meio do Ins­tituto Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo (Iesa) e do seu Balcão do Consumidor.

 

Instalado há quase um ano na Instituição, em par­ceria com o Procon do Rio Grande do Sul, o Balcão do Consumidor tem o intuito de promover o atendimen­to preliminar de todos os conflitos existentes nas relações de consumo. À frente da unidade estão alunos e professores, que buscam a solução de im­passes entre consumidor e fornecedor, sem que haja a necessidade de se ingres­sar na justiça.

 


 

“Mas o Balcão do Con­sumidor não tem apenas a função de resolver proble­mas de consumo. Temos a missão de conscientizar a população e principal­mente os jovens, que es­tão diretamente inseridos nessas relações”, explicou o coordenador do curso de Direito, professor Gilberto Kerber, um dos responsá­veis pelo Balcão do Con­sumidor e também pela palestra proferida nesta sexta-feira.

 

Aos mais de 80 estu­dantes do Ensino Médio, Kerber buscou mostrar que a atenção, diante da compra de um produto ou serviço, é primordial para que não ocorram mal-en­tendidos. “Como estamos sempre correndo, ler tor­na-se uma tarefa sempre adiável. E isso se aplica a contratos, a condições de compra. O problema é quando compramos um produto, especialmente pela internet, e ele chega com defeito. Como proce­der nessa hora? Há prazos para reclamar e o consu­midor precisa ficar aten­to”, destacou. Para perecí­veis, o prazo é de 30 dias. Para duráveis, de 90 dias. E para aquela compra que gerou arrependimento, 7 dias – conforme consta no Artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor. Os prazos contam a partir do recebimento do produto.

 

Buscando alertar para o superendividamento, Kerber destacou a impor­tância de haver um plane­jamento dos gastos men­sais. “Não adianta sair por aí gastando todo o salário, consumindo sem contro­le. No primeiro momento não há preocupação, mas em 30, 60 dias, começam a aparecer os problemas, com o não fechamento das contas”, alerta. A dica do professor é de reservar e depositar em uma conta poupança 25% do salário. “Essa reserva será impor­tante para a solução de situações emergenciais”, completa.

 

As palestras terão se­quência em escolas da cidade e da região. Insti­tuições que desejam rece­ber a visita do Balcão do Consumidor podem agen­dar diretamente na CNEC Santo Ângelo, com o pro­fessor Rômulo Menezes, através do telefone 3313-1922.

 

Foto: CNEC/Divulgação

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