JT reduz em média em 43% o tempo de agilização dos processos judiciais


 

Redução média de 43% no tempo de agilização dos processos que ingressam nas Varas da Justiça do Trabalho do RS. Este é o resultado divulgado pela presiden­te do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) - 4ª Região, desembargado­ra Cleusa Regina Halfen, após a instação do do Processo Judicial Eletrô­nico da Justiça do Traba­lho (PJe-JT) ocorrida em solenidade realizada no final da tarde de quinta-feira, dia 19, na Vara de Santo Ângelo que possui abrangência em 20 muni­cípios.

 

Antes da implantação deste novo e moderno sis­tema, Cleusa recorda que o período médio de trâ­mite das ações judiciais era de 288 dias. “Agora baixou para 163 dias”, compara. Na Capital das Missões, foi a 101ª Vara da JT a ser contemplada com o PJe.

 

PROCESSO ELETRÔNICO

 

O Processo Eletrônico já havia sido instalado em 100 Varas e quatro postos avançados da JT no Es­tado, que compreendem 142 unidades. No RS, são 132 Varas e dez postos. Cleusa destaca que toda e qualquer ação trabalhista que for ajuizada na Vara vai tramitar eletronica­mente do seu início ao fim, terminando com o emprego do papel.

 

Dados do TRT apon­tam que durante todo o período de 2014 tramita­ram em todas as Varas da JT do RS 173 mil proces­sos judiciais. Na Vara de Santo Ângelo, segundo Edson Rodrigues, é regis­trado em média o ingres­so de aproximadamente 1,4 mil ações. “O papel será substituído por um sistema de informática, fácil e seguro, o que vai dar rapidez às decisões judiciais e ampliar as for­mas de acesso à JT”, resu­me a desembargadora.

 

MUDANÇA DE CULTURA

 

Em seu pronuncia­mento, Edson destacou que o Processo Eletrônico implica em mudança de cultura, principalmen­te para os operadores do Direito. “É um caminho sem volta e queremos nos habituar ao sistema que será uma ferramenta de trabalho. Toda mudança causa ansiedade e temor, mas acho que não será tão difícil a sua operação em virtude dos seus benefí­cios que é a economia de papel. Assim estaremos auxiliando na preserva­ção do meio ambiente, aumentando o espaço na Vara para nossas ativida­des”, disse o magistrado.

 

ATUALIZAÇÃO

 

Itaguaci enfatizou a “notável conquista que in­dica uma atualização dos processos trabalhistas que tramitam nas Varas da JT do RS”. Para ele, “estamos passando por um período de transição e se adequan­do aos novos tempos”.

 

O advogado entende que o PJe-JT será a pres­tação de um serviço ju­risdicional célere e com decisões justas, traduzin­do demandas que repre­sentam os trabalhadores e patrões. “Precisamos construir uma justiça mais próxima do ser humano”, defende.

 

Ao discursar, Cleusa destacou que tem a con­vicção que este processo eletrônico é o caminho certo para a modernização e celeridade jurisdicional das Varas do Trabalho. “Esta ferramente repre­senta uma otimização do serviço que é prestado pelos funcionários da ins­tituição. A desembargado juntamente com Borin finalizaram o ato descer­rando a placa alusiva à implantação do PJe-JT.

 

AUMENTO EM CERCA DE 20% AS DENÚNCIAS NA ÁREA TRABALHISTA

 

Itaboray, por sua vez, ressaltou que o Proces­so Eletrônico da Justiça do Trabalho vai facilitar a vida dos operadores do Direito. Mas um levanta­mento da Procuradoria de Santo Ângelo apontou que de 1º de janeiro a 19 de março de 2015 em re­lação ao mesmo período do ano passado um incre­mento de 20% de denún­cias na área trabalhista.

 

Ele também manifes­tou preocupação no que diz respeito à saúde do trabalhador, porque com a instalação do PJe-JT deverá haver problemas econômicos novos como de visão e Lesões por Es­forços Repetitivos (LER), cita. Itaboray solicitou aos servidores da Vara do Trabalho para que fiquem atentos para a saúde da categoria.

 

Foto: Inácio do Canto /Secom TRT4

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