Milho e soja necessitam de 40 a 50 mm de chuva por semana


 

A falta de chuvas que já dura cerca de 15 dias em Santo Ân­gelo vem preocupando os produtores de soja e milho. A Emater estima que as duas principais culturas da safra de verão necessitariam de preci­pitações semanais que variassem de 45 a 50 mi­límetros.

 

Dados divulgados na sexta, 20, pelo chefe do escri­tório municipal do órgão, agrônomo Álvaro Uggeri Rodrigues, apontam que a última chuva ocorrida na Capital das Missões em sete localidades in­terioranas pesquisadas apontou um volume mé­dio de apenas 20 milíme­tros. “Esta quantidade de chuva é considerada mui­to baixa aliada aos 15 dias sucessivos de altas tem­peraturas e baixa umida­de relativa do ar, criando esse quadro desfavorável tanto para a oleagino­sa quanto para o cereal”, opina Álvaro.

 

FASES

 

Nesta safra de milho 2014/2015 foi plantada uma área total de 4,250 hectares. A safrinha representa 20% dessa área, equivalente a 850 hectares que se encontra nas fases de desenvolvi­mento vegetativo e flo­rescimento necessitando de umidade no solo, para continuar mantendo seu potencial produtivo.

 

A safra normal se en­contra totalmente colhi­da registrando uma pro­dutividade média de 90 sacas por hectare. “A Emater obser­va efeitos negativos em virtude da escassez de chuvas, porém ainda não foram quantificadas per­das na cultura”, avalia o agrônomo.

 

Produtividade atual varia de 30 até resultado superior a 70 sacas

 

Com apenas 5% de uma área de 37,2 mil hec­tares cultivada com soja colhida, conforme relatos de produtores encami­nhados para a Emater de Santo Ângelo, a produti­vidade atual da oleagino­sa varia de 30 até acima de 70 sacas por hectare.

 

Álvaro esclarece que esta área colhida repre­senta o equivalente a aproximadamente duas mil hectares. “São produ­tividades muito variáveis, uma vez que a inicial mé­dia projetada é de 42 sa­cas/ha “, resume o agrô­nomo.

 

A continuidade do forte calor, lamenta, vem prejudicando a soja se­meada nos ciclos médio e tardio justamente em função da falta de chuvas uniformes. Os reflexos das atuais condições cli­máticas são a diminuição do tamanho e peso dos grãos.

 

POTENCIAL AFETADO

 

A Emater ainda não trabalha com estimativas de quebra na produtivi­dade média da cultura. No entanto, Álvaro ob­serva que o potencial de grãos de muitas lavouras será afetado pela carên­cia de precipitações plu­viométricas neste final de ciclo da oleaginosa.

 

Outro fator prejudicial à oleaginosa citado pelo agrônomo seria a alta in­cidência de ferrugem asi­ática nas lavouras. “Mes­mo assim, projetamos que a soja deverá regis­trar uma colheita muito boa. Porém, existe a con­vicção que a safra poderia ser melhor se não fossem a falta de chuvas e o sur­gimento dessa doença que ataca a cultura”, re­sume.

 

Foto: Banco de Dados/AT

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