Casos nativos de dengue devem aumentar na região


 

A expectativa da Vi­gilância Ambien­tal do Estado é que au­mente o número de casos autóctones de dengue na região das Missões, a par­tir do encaminhamento dos resultados de outros exames que se encontram para análise no Labora­tório Central (Lacen) do governo do RS que deverá ocorrer nesta sexta-feira.

 

Desde a semana pas­sada, o órgão vinculado à Secretaria de Saúde do Estado (SES) desenca­deou uma força-tarefa para combate à doença provocada pelo mosquito “Aedes aegypti” em Cai­baté, e em São Miguel das Missões na última terça-feira, dia 17.

 

CAIBATÉ

 

A chefe da Vigilância Ambiental do RS, Ro­sane Prato, relatou que somente em Caibaté per­maneciam até ontem em sete casos confirmados de dengue e desde o final da tarde de quarta-feira, dia 18, subiu para 126 suspei­tos.

 

SÃO MIGUEL DAS MISSÕES

 

Em São Miguel das Missões, são ainda 15 pacientes que aguardam resultados das análises laboratoriais e que foram submetidos também a exames uma vez que são suspeitos de terem con­traído a moléstia.

 

Ela adianta que foi emitido pelo SUS um alerta na região. Está sendo aplicado insetici­da para matar o mosquito adulto. Esta força-tarefa deverá permanecer em ambos municípios até o dia 27 deste mês.

 

No total, são dez ser­vidores da Secretaria, além de agentes de com­bate à dengue dos dois municípios que estão executando este trabalho de campo, aplicando pro­duto químico e fazendo a coleta e destruição das larvas do mosquito trans­missor da dengue.

 

O Estado conseguiu ainda o reforço de solda­dos do Exército que auxi­liam nestas ações. São quatro viaturas locais e mais duas do governo do Estado que transportam equipamen­tos e inseticidas percor­rendo as vias das duas cidades. O desafio da SES, no entender de Rosane, é eliminar o maior número possível de criadouros do “Aedes aegypti”.

 

NOVAS AÇÕES

 

Rosane que esteve concedendo entrevista ontem ao programa Al­deia Global apresentado pelo comunicador Pau­lo Renato Ziembowicz, acompanhada do vete­rinário do Programa Es­tadual da Dengue, Jorge Pinos, e do titular da 12ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), Antônio Sarzi Sartori, reforça que a situação é de alerta. “A partir da divulgação dos resultados dos exames feitos pelo Lacen, dever­são ser desencadeadas novas ações também em São Miguel das Missões, entre as quais a aplica­ção do Fumacê que é um equipamento transporta­do em caminhonete e que exala produto químico para matar o mosquito”, adianta.

 

Jorge Pinos relata que na cidade de Caibaté foi encontrada muita água parada armazenada pelos moradores. Foi consta­tada ainda a presença de acúmulo de lixo em terre­nos e espaços públicos.

 

Ele lamenta que falta conscientização de uma parcela da comunidade quanto aos riscos da den­gue que causam uma sé­rie de transtornos à saúde pública, podendo ser até fatal.

 

Conforme Jorge, sin­tomas da dengue como febre são observados de dois a sete dias bem como outras manifestações no organismo como náusea, vômitos, forte dor de ca­beça e manchas na pele. “As pessoas que apre­sentarem essas reações devem imediatamen­te procurar os serviços de saúde, e a Vigilância Epidemiológica de cada localidade, deve colher amostra sorológica para exame especifico no La­cen”, recomenda o vete­rinário.

 

Foto: Cristiano Devicari/AT

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