Aumento na gasolina interfere na rotina dos santo-angelenses


 

Na semana em que entrou em vigor o aumento da taxa do PIS (Programa Integração Social) e da Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social) cobrada sobre combustíveis, a gasolina ficou, em média, 7,5% mais cara no país.  O preço do diesel para os consumidores subiu cerca de 4,9%. Na bomba, o valor do diesel S-10 ficou, aproximadamente, 4,7% maior. É o que aponta o levantamento semanal de preços feito pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis).

 

O aumento no preço da gasolina chegou ao interior do estado da mesma forma que afetou a capital. Em média, o valor da gasolina em Santo Ângelo subiu R$0,32. O combustível, que estava custando em torno de R$ 3,05 antes do reajuste tributário, passou para R$ 3,37. O diretor do PROCON da capital missioneira, Valter Portalete, informa que o órgão está concluindo o mapeamento das planilhas de custos dos postos. Foram recebidos relatórios de custos, incluindo o preço da distribuidora e frete de 16 postos na cidade.

 


 

Portalete afirma que o PROCON estadual deverá implantar processo administrativo, para determinar qual é o setor responsável, pelo aumento superior aos R$0,22 que foram anunciados. “Em relação ao aumento de preços, o órgão não pode fazer nada além de fiscalizar o que pode se caracterizar como práticas abusivas, ou seja, uma majoração de preços muito acima do previsto pela ANP”, destacou.

 

Valter informa que para o consumidor, é evidente que haverá um prejuízo financeiro, muito além daquele constatado ao abastecer seu veículo.  Os 15 reais (em média) a mais em cada tanque cheio, tornam-se não muito maiores, pois o aumento do combustível irá refletir no preço do frete e consequentemente no valor das mercadorias.Ao final, é difícil prever o real aumento no custo de vida.

 

O proprietário de um posto da cidade, Paulo Malman, informa a relação custo beneficio. “O aumento não é uma boa, pois retrai muito a venda, a nossa rentabilidade ao invés de aumentar cai cada vez mais”, avalia. De acordo com ele, o movimento reduz em uma média de 30%. Isso reflete de uma forma negativa em todo lugar. “As pessoas começam a sair menos de carro, para economizar. Trabalho com o preço reduzido para que haja um giro de vendas, para quem trabalha com uma margem maior de vendas, a queda acaba sendo maior”, afirma.

 


 

De acordo com o diretor do Procon Santo Ângelo, hoje o Brasil ocupa uma posição intermediária em relação ao preço da gasolina de outros países. Entretanto, é preciso considerar que, a Alemanha, por exemplo, possuí um preço mais caro, porém não é produtora de petróleo e precisa importar 100% do combustível. “Sendo assim, os alemães investem em transporte público de primeiríssima qualidade”, ressalta Portalete.

 

Fotos:Bruno Gonçalves/AT

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