Comunidade reclama mas Corsan diz que problema é de esgoto clandestino

 

Um vazamento de água que ocorre há cerca de seis meses na zona sul de Santo Ângelo vem causando transtornos aos moradores daquela região. É o caso de Edson Corrêa, 37 anos, que trabalha no ramo de gastronomia.

 

E a situação defronte à sua residência situada na rua Antunes Ribas não foi diferente no dia de ontem. “A ruptura de um dos canos da rede de água fornecida pela Companhia Rio-grandense de Saneamento (Corsan) em sete oportunidades teve início em julho deste ano em determinado local da via”, relata Edson que reside na Antunes há mais de 30 anos.

 

Ele afirma que não houve interrupção no abastecimento de água em sua moradias e imóveis próximos. Porém, há aproximadamente quatro semanas ocorreu vazamento em outro local da rua que foi consertado quatro vezes. Segundo os moradores, em algumas áreas água e barro ficam acumulados em frente às residências e estabelecimentos comerciais. “O cheiro é insuportável, principalmente em dias de intenso calor”, acrescenta a costureira Diva Antunes de Oliveira, 60 anos, que mora defronte à casa de Edson.

 

No início desta semana, Edson aproveitou uma decoração natalina que se encontrava no interior do parque de exposições Siegfried Ritter e em sinal de deboche e protesto instalou no local onde ocorre o vazamento de água ininterrupta com a seguinte frase: “Só por Deus!”. Moradora há cerca de dez anos na Antunes Ribas, Diva acrescenta que outros problemas detectados diante daquela situação são a poeira e o desperdício de água. Em dias de chuvarada, a água com barro atinge a garagem do seu estabelecimento comercial. “O consumo de água na minha casa é muito alto, porque todos os dias preciso lavar as dependências da residência,” justifica Diva.

 

Outro queixoso é o encanador Fabiano de Vargas Angrisani, 23 anos. Conforme ele, o odor proveniente do tubo onde estava a árvore é insuportável, especialmente em períodos de altas temperaturas.

 

CORSAN

 

O gerente substituto da Unidade de Saneamento (US) da Corsan da capital missioneira, Oswaldo Zaltron, disse ontem que o problema verificado na quadra da Antunes Ribas provém da construção de uma rede de esgoto clandestina por onde passa uma vertente e que causa a vazão ininterrupta de água na via.

 

Ele reforça não tratar-se de uma rede de esgoto que é coletada pela Companhia. “No local não se encontra ramal que fornece água da Corsan. A equipe operacional da estatal constatou ainda que não é vazamento que compete conserto pela Corsan”, acrescenta Zaltron. “Foi confirmado dreno provocado por vazamento de esgoto sanitário”, reforça.

 

Ele adianta que foi encaminhado no dia 15 deste mês um e-mail para a Prefeitura esclarecendo o problema detectado.

 

O secretário adjunto de Obras e Serviços Urbanos de Santo Ângelo, Sidnei Karkow, afirmou que a equipe de fiscalização da pasta dirigiu-se ainda ontem para aquele local para tomar conhecimento do caso, averiguar a situação e tomar as devidas providências. Ele não descarta a hipótese dos responsáveis pela execução de suposto esgoto clandestino serem até notificados por tratar-se de uma obra irregular.

 

Foto: Danton Mousquer

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