Vigilância Sanitária registra caso suspeito de leishmaniose

 

Registrado um caso de suspeita de leishmaniose visceral em Santo Ângelo. A Vigilância Sanitária – Visa, aguarda o resultado de exame feito em um cão com suspeita de ter contraído a doença.  Conforme explica o fiscal do órgão, Adair do Nascimento, o animal da raça labrador teria vindo de São Borja.

 

Foi feita a coleta de sangue no animal e encaminhada para análise a ser feita pelo Laboratório Central (Lacen), em Porto Alegre. Inclusive, o proprietário já encaminhou o cão para eutanásia em uma clínica veterinária da capital missioneira, por medida de segurança à saúde pública. Adair esclarece que o animal apresentava adiantado grau de debilitação. “Caso o resultado do exame seja positivo, serão colocadas armadilhas próximas à residência onde estava o cão contaminado para tentar detectar a existência do vetor que é o mosquito do gênero flebótomo, transmissor da leshmaniose visceral canina”, afirma.

 

Adair relata que a doença é transmitida a partir do momento que o inseto pica o animal já contaminado. Caso contrário, o inseto é inofensivo, observa. A Vigilância Sanitária da Capital das Missões não conta com médico sanitário desde dezembro de 2011.

 

COLETA DE AMOSTRAS

 

O fiscal lembra que para verificar a existência de casos de leishmaniose em cães de Santo Ângelo, a Vigilância Sanitária do município coletou amostras de sangue de aproximadamente cem animais em agosto de 2010, nas proximidades do núcleo habitacional da Cohab. Os trabalhos se estenderam durante duas semanas, na época, depois que a doença foi constatada em dois pitbulls.

 

Os animais também foram sacrificados, em uma medida preventiva para que a doença não se transformasse em um surto. O trabalho há mais de quatro anos teve por objetivo verificar se havia a proliferação do vírus da doença em outros cães que se encontravam em residências adjacentes ao local onde se encontravam dois animais infectados e já haviam sido mortos.

 

A leishmaniose é uma doença crônica que atinge principalmente cães e é transmissível ao homem podendo ser fatal se não tratada. A transmissão ocorre por meio da picada do inseto flebótomo, conhecido como mosquito palha ou birigui.

 

 

Foto: Vigilância Sanitária/ Divulgação

 

 

 

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