Prejuízo dos produtores de trigo deve ficar entre R$ 600 e R$ 1 mil por hectare

 

O clima adverso desde no período de plantio até a colheita foi prejudicial ao trigo este ano. A grande quantidade de chuvas, dias nublados e mudanças bruscas de temperatura provocou um ataque mais severo de fungos. Esses fatores contribuíram para umaqueda drástica na produtividade e qualidade do grão. A quebra registrada chegou ultrapassou 70%. Esta informação foi repassada pelo vice-presidente do Sindicato Rural de Santo Ângelo, Laurindo Nikititz.

 

Segundo ele, os preços também caíram assustadoramente em comparação ao ano anterior quando se tinha trigo de qualidade e quantidade. Na época, os preços ultrapassaram R$ 40,00 e hoje o preço está variando entre R$ 12 e R$ 25.

 

SEGURO AGRÍCOLA

 

Outra dificuldade que os triticultores estão enfrentando é com relação ao seguro agrícola, pois o seguro apenas cobre os riscos de geada e granizo não amparando chuvas em excesso. Consequentemente os produtores estão amargando um prejuízo que varia dependendo do grau de investimento que poderá ficar entre R$ 600 a R$ 1 mil por hectare, o mesmo acontece com produtores que financiaram diretamente com as empresas e fizeram o troca-troca.

 

“Com relação aos produtores que financiaram em agências bancárias espera-se que se sigam as normas do manual de crédito agrícola que ampara os produtores em uma prorrogação destes débitos em até quatro anos com os mesmo juros da mesma cédula de origem”, afirma.

 

Por outro lado, Nikititz enfatiza que as entidades ligadas ao agronegócio em parceria com a Farsul e demais federações irão pressionar o governo Federal para que entre em vigor no próximo plano agrícola um outro modelo de seguro rural. Esse benefício foi construído por as entidades representativas do agronegócio e o Ministério da Agricultura, e já deveria ter sido operacionalizado na safra desse ano 2014. “Este modelo de seguro que as entidades reivindicam além de assegurar todo o investimento realizado na cultura também assegurará parte da lucratividade”, afirma Nikititz.

 

Foto: Banco de dados/AT

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