Sartori e Tarso buscam alianças para o segundo turno no RS

 

 

 

 

 

 

 

 

Os dois candidatos mais votados na eleição para o governo do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (PMDB) e Tarso Genro (PT) tiveram pouco tempo para comemorar o resultado das urnas. A partir desta segunda-feira, 6, os concorrentes ao Palácio Piratini saem em buscas de alianças para a disputa no segundo turno, considerado uma nova eleição por ambos.

 

Após conquistar 40,40% dos votos válidos no primeiro turno, Sartori disse na entrevista coletiva após a confirmação do resultado que já tem ideia de alianças para o segundo turno, mas evitou citar nomes de candidatos ou partidos para não “prejudicar o entendimento”. O peemedebista, porém, afirmou que está aberto ao diálogo com todos os partidos.

 

“A gente é pobre, mas não é orgulhoso. A gente aceita a ajuda de todo mundo. Mas isso vai ser discutido com todos os partidos da coligação. Ninguém está autorizado a falar sobre o amanhã”, afirmou o candidato, que apoiou a candidatura de Marina Silva (PSB) à Presidência. Sartori disse também que vai manter a postura de sua campanha no primeiro turno, sem ataques ao candidato adversário, e que a partir desta segunda-feira, 6, vai iniciar as conversas em busca de apoio, tanto em nível estadual quanto em nível nacional.

 

Tarso Genro, que obteve 32,57% dos votos, disse que o primeiro partido que vai procurar para uma possível aliança é o PDT. Na avaliação do candidato à reeleição, a eleição de Lasier Martins ao Senado, superando o petista Olívio Dutra em uma disputa voto a voto, não deve dificultar essa aproximação.

 

“Vou pedir que minha direção procure o PDT. É um partido que militou no nosso governo e é do nosso campo. É nossa obrigação, independente das divergências internas”, disse Tarso. “Se o PDT transformou Lasier em um líder do partido, isso vai dificultar. Mas acho que o PDT não vai se colocar nessa posição”, acrescentou.

 

O petista não descartou nem um possível aliança com o PP, mas adiantou que não espera contar com o apoio dos progressistas após o confronto direto que travou com a senadora Ana Amélia Lemos durante a campanha no primeiro turno. Antes líder nas pesquisas, a progressista ficou em terceiro lugar, com 21,79% dos votos.

 

 

Foto: Divulgação

 

 

 

 

 

 

 

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