Primeira audiência do caso Bernardo terá reforço policial

 

A primeira audiência do processo sobre a morte do menino Bernardo Boldrini, marcada para esta terça-feira, 26, em Três Passos, terá reforço policial, bloqueio de vias no entorno e restrição à imprensa. Tudo para proteger e minimizar efeitos externos às testemunhas de defesa e acusação arroladas pelo juiz Marcos Luís Agostini, responsável pelo caso. Dos quatro réus, apenas a assistente social Edelvânia Wirganovicz e o irmão dela, Evandro Wirganovicz, optaram por comparecer. O pai, Leandro Boldrini, e a madrasta, Graciele Ugulini, pediram dispensa.

 

Ao todo, serão ouvidas 33 testemunhas, de defesa e acusação. São familiares, vizinhos, amigos e outras pessoas que possam colaborar com a Justiça. Entre os nomes considerados mais importantes estão: as delegadas que trabalharam no caso, Caroline Bamberg Machado e Cristiane de Moura Baucks, a ex-babá de Bernardo, Elaine Rader – que relatou uma tentativa de asfixiamento da madrasta ao garoto – a professora dele, Simone Müller, e um casal que possuía forte vínculo afetivo com o garoto, Carlos e Juçara Petry. A ex-secretária de Leandro Boldrini, Andressa Wagner, e a avó de Bernardo, Jussara Uglione, também foram convocadas.

 

Cerca de 40 policiais militares farão a segurança da audiência na parte interna e externa do Fórum de Três Passos. Destes,15 serão deslocados de outras regiões do estado, como Santa Rosa e Frederico Westphalen, municípios próximos a Três Passos. Nas ruas, a polícia fará isolamento de uma quadra e não permitirá aproximação do público com receio de protestos em frente ao prédio.

 

 

A audiência tem início previsto para as 9h15 e não tem horário para terminar. Se houver necessidade, uma nova data será marcada para prosseguir com os depoimentos das testemunhas do caso. Na semana passada, o juiz Marcos Luís Agostini negou um pedido do advogado Jader Marques, que defende Leandro, para adiar a audiência.

 

 

 

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