Atendimentos por drogadição e alcoolismo crescem 37,5%

 

Estimativas divulgadas pela coordenadora do Conselho Tutelar de Defesa da Criança e do Adolescente de Santo Ângelo, Eunice Strohschoen, dão conta que o órgão registrou um aumento de 37,5% de atendimentos por alcoolismo e drogadição no primeiro semestre de 2014 em relação a todo período do ano passado.

 

Levantamento apresentado por Eunice aponta que em 2013 foram prestados 95 atendimentos para os dois casos envolvendo principalmente jovens. E apenas de 1º de janeiro a 10 de junho do corrente ano foram 65 ocorrências, sendo 24 por uso de entorpecentes e 21 de álcool. No ano passado, foram 49 por alcoolismo e 46 por consumo de drogas.

 

O CT atende crianças e adolescentes da faixa etária de zero a 18 anos. Ela observa que a ingestão de bebidas alcoólicas e uso de entorpecentes reflete principalmente no crescimento de infreqüência escolar, conflitos familiares e desobediência.

 

INFREQÜÊNCIA ESCOLAR

Dos 2.186 atendimentos prestados neste ano até 10 de junho, o maior número se refere justamente na infreqüência escolar com 171 casos, seguida de conflitos familiares (89) e, em terceiro lugar, acompanhamento familiar (79).

 

Dependendo da gravidade da situação, o CT encaminha jovens para o Centro de Atendimento Psicossocial Álcool e Drogas (CapsAD) ou para internação compulsório através de ordem expedida pelo Judiciário, comenta.

 

Eunice ressalta que os conselheiros tutelares atendem ainda problemas de alcoolismo e drogadição dos pais ou responsáveis, quando os filhos ou dependentes ficam no acolhimento, a fim de que os adultos realizem o devido tratamento de uma ou outra doença.

 

Segundo Eunice, em muitos casos, são prestados atendimentos para uma mesma pessoa. “Mesmo assim, o que se constata é que vem crescendo os casos de uso de álcool e drogas entre os jovens em 2014”, reforça. E o entorpecente mais usado pelos adolescentes pelas informações recebidas pelo CT das famílias é o crack. Ela afirma que essa é a droga que causa maior dependência e sua recuperação é muito lenta e mais difícil do que outros tipos de substâncias psicoativas.

 

 

Foto: Danton Mousquer/AT

 

 

 

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